Orçamento de Estado

Sócrates afirma que números da execução orçamental de Janeiro são "um bom começo"

Sócrates afirma que números da execução orçamental de Janeiro são "um bom começo"

O primeiro-ministro, José Sócrates, confirmou este sábado que o défice das contas públicas desceu 58,6% para 281,8 milhões de euros em Janeiro, o que é um "bom começo para a execução orçamental durante todo o ano".

"Nós temos já os números que dizem respeito à execução orçamental de Janeiro e esses números são muito bons. O que é referido na imprensa de hoje é verdade, os números que temos da execução de Janeiro são números que nos dão muita confiança para a execução orçamental", disse o chefe do Executivo, quando questionado pelos jornalistas em Vila Real, depois de subir o Túnel do Marão, e reagindo à manchete do Expresso, que refere que "Défice trava a fundo em Janeiro".

De acordo com o semanário, o défice das contas públicas fixou-se em 281,8 milhões de euros em Janeiro, o que revela uma redução de 58,6% face ao primeiro mês de 2010. "O défice consolidado da Administração Central (Estado mais fundos e serviços autónomos) era de 680 milhões de euros e diminuiu 398,2 milhões", refere o Expresso.

"Isso é a questão mais importante para a economia portuguesa, é assegurar o seu financiamento e que os compromissos internacionais a que nos propusemos de redução do défice orçamental serão cumpridos", vincou o primeiro-ministro, acrescentando que "a execução [orçamental] de Janeiro e a redução muito significativa do défice que hoje é reproduzida na imprensa é uma boa notícia e um bom começo para a execução durante todo o ano".

Os números da execução orçamental são conhecidos no final de uma semana que ficou marcada pelas notícias que davam conta que Bruxelas já tem preparado um plano de resgate a Portugal, mas que foram sempre desmentidas pelo Executivo, que garante que não vai ser preciso recorrer a ajuda internacional.

Na sexta-feira, o Banco Central Europeu tinha comprado, de acordo com a agência financeira Bloomberg, dívida pública portuguesa, impedindo a manutenção das taxas de juro acima dos 7%.

Ao princípio da tarde, as taxas a 10 e a 5 anos aliviaram, num movimento já habitual depois das compras do banco central. A taxa média de sexta-feira sobre a dívida a cinco anos estava nos 6,909%, depois de ter batido o máximo na quinta-feira, com uma média de 7,039%.

Já a taxa média sobre a dívida a 10 anos estava a negociar, nessa altura, nos 7,322%, aliviando dos máximos de quinta-feira, dia em que a média das transacções nesta maturidade foi de 7,453, a mais elevada desde que Portugal aderiu à moeda única.

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