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STCP perde seis milhões de passageiros e passa de lucro a prejuízo

STCP perde seis milhões de passageiros e passa de lucro a prejuízo

A STCP sofreu uma redução do número de passageiros em seis milhões no primeiro semestre deste ano, face a igual período de 2011, tendo passado do lucro de um milhão para 36,3 milhões de euros de prejuízo.

A perda de passageiros da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) foi de 10,6%, face ao primeiro semestre de 2011, o que levou a que o número total se ficasse por 51 milhões, justificando a STCP esta perda, em relatório enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), com o aumento do tarifário, a redução dos descontos nas assinaturas sociais e a racionalização da oferta.

O resultado líquido dos primeiros seis meses foi negativo em 36,3 milhões de euros, depois de no primeiro semestre do ano passado ter sido positivo em 1,1 milhão, o que foi uma variação negativa de 3.396%.

"O resultado líquido do período é explicado em 88% pelos resultados financeiros de -31,8 milhões de euros", explicou a empresa, em parte resultantes do "agravamento das condições de financiamento".

As assinaturas, "o tipo de título mais importante", foram o modelo que registou "uma quebra de procura mais acentuada" do que a descida global, fixando-se em menos 11,4% do que no primeiro semestre de 2011.

Porém, a receita da STCP apresentou um crescimento de 1,6 milhões de euros na primeira metade do ano, equivalente a 6,5%.

O capital próprio sofreu uma contração de 11%, enquanto o passivo aumentou em 9,3%, para 481,4 milhões de euros.

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Ainda assim, a taxa de cobertura operacional sem subsídios "apresenta uma melhoria apreciável", passando de 67 para 74%, o que significa que "as receitas de transporte cobrem 74% dos custos operacionais".

Os gastos com pessoal desceram 13%, contando a STCP com 1.284 trabalhadores no final de junho deste ano, 889 dos quais pessoal tripulante.

"As principais incertezas com que a STCP se debate são, por um lado, a inexistência da contratualização de serviço público com o Estado e de solução para o reequilíbrio económico-financeiro e, por outro, a grande instabilidade dos mercados financeiros", escreve a administração da empresa.

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