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Taxa de desemprego estrutural em Portugal mais que duplicou em 20 anos

Taxa de desemprego estrutural em Portugal mais que duplicou em 20 anos

A taxa de desemprego estrutural mais que duplicou em Portugal nos últimos 20 anos, de acordo com as estimativas do Governo anunciadas, esta sexta-feira, pelo ministro das Finanças, Vitor Gaspar.

No dia em que Vitor Gaspar anunciou previsões mais pessimistas para a taxa de desemprego, esperando agora um agravamento da taxa para os 15,5% este ano e para 16% no próximo ano, revelou também "que se tem verificado um aumento muito pronunciado do desemprego estrutural em Portugal".

Falando aos jornalistas no final de uma reunião em sede de concertação social, o ministro destacou que "de cerca de 5,5% [da população ativa], em média, na década de 1990 o desemprego estrutural terá aumentado para cerca de 8,5%, na última década".

Acrescentou que "nos anos recentes esta tendência de aumento agravou-se para valores na ordem dos 11,5%".

Assim, "de acordo com estas estimativas a taxa de desemprego estrutural mais que duplicou num período de 20 anos", concluiu Vitor Gaspar.

A taxa de desemprego estrutural é uma forma generalizada de desemprego que ocorre pelo desequilíbrio entre a oferta e a procura de competências de trabalho numa dada economia. É causado pelo facto da força de trabalho disponível não possuir as competências que as organizações procuram. Uma vez que as pessoas desempregadas necessitam de dispender tempo e esforço para se ajustarem às necessidades do mercado de trabalho, o desemprego estrutural pode manter-se durante um período longo de tempo.

Por vezes ocorre desemprego estrutural junto dos mais jovens e qualificados por razões relacionadas com a rigidez da legislação laboral e pelo facto de muitos jovens optarem pelas mesmas áreas de ensino.

Após uma reunião com os parceiros sociais, o ministro reviu as previsões que o Governo enviou há menos de um mês para a Comissão Europeia no âmbito do Documento de Estratégia Orçamental (DEO), prevendo uma nova deterioração.

Os novos números apontam agora para uma taxa de desemprego média para a totalidade deste ano de 15,5%, ao contrário dos 14,5% anteriormente esperados, e de 16% no próximo, contra uma melhoria esperada para os 14,1%, incluído no anexo que tanta polémica deu por não ter sido entregue aos deputados na mesma altura que o DEO foi entregue à Assembleia da República.

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