Economia

Teixeira dos Santos: Crescimento superou expectativas

Teixeira dos Santos: Crescimento superou expectativas

Ministro das Finanças destaca que o crescimento de 0,9 por cento da economia no terceiro trimestre é o maior dos últimos dois anos.

Teixeira dos Santos disse, em declarações aos jornalistas, no Porto, que "é um crescimento mais acentuado do que muitos analistas esperavam e, seguramente, o maior crescimento trimestral dos últimos dois anos, desde antes do início da crise, em 2007".

Relativamente à quebra de 2,4 por cento face ao mesmo período de 2008, o ministro desvalorizou, considerando que, face aos trimestres anteriores, "a quebra do crescimento que se tem vindo a verificar na economia portuguesa está a atenuar-se".

"Começámos o ano com um crescimento anual negativo de quatro por cento, no segundo trimestre deste ano foi de 3,7 por cento negativo e, agora, é de 2,4 por cento negativo, portanto há uma clara atenuação da queda do crescimento na economia portuguesa", sustentou.

Segundo salientou, esta evolução "aponta para que a queda para o conjunto do ano de 2009 venha a ser menor do que a que se esperava há uns meses atrás, e vem confirmar as previsões mais recentes avançadas pela Comissão Europeia".

No seu comentário aos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Teixeira dos Santos destacou ainda que, "de acordo com alguns indicadores, analistas e, mesmo, um pouco nas entrelinhas do destaque do INE", são notórios, "por detrás deste crescimento do 3º trimestre, sinais de recuperação do investimento", destacou.

"Penso que este facto deve ser realçado porque é um sinal importante para a economia portuguesa, para que possa ter um crescimento mais sustentado no futuro e para que se possa modernizar", considerou.

Para o ministro, esta recuperação do investimento resulta da "regularização" das condições de financiamento nas economias, "depois de grande perturbação no mercado financeiro", o que "tem também reforçado a confiança dos agentes económicos", à qual o investimento "é muito sensível".

"O facto de começarmos a ter sinais mais fortes de que a crise se vai dissipando, embora subsistam algumas incertezas, de haver uma normalização do sistema financeiro e de as medidas de apoio à economia começarem a dar alguns resultados começa a dar alguma confiança aos agentes económicos, e daí a sua predisposição em investirem e consumirem, o que traz dinâmica à economia", concluiu.