Imobiliário

"Temos mais interesse pela cidade do Porto do que conseguimos satisfazer"

"Temos mais interesse pela cidade do Porto do que conseguimos satisfazer"

Mercado imobiliário em Portugal mantém-se firme e a fasquia para o ano 2022 está elevada, considera o CEO da imobiliária iad, Alfredo Valente. O gestor confessa que, neste momento, não consegue satisfazer a elevada procura por imóveis no Porto.

"Acho que o ano 2022, por muito que às vezes se ouça falar aí em bolha, vai ser ainda melhor que o 2021. Pelo menos, os primeiros sinais apontam para isso pela simples razão que não vai haver mais produto e portanto, o produto que vai para vender está no mercado. Vai ajudar a valorizar. Se não houver claro, o risco do aumento das taxas de juro, se não houver um aumento significativo das taxas de juro, e seguramente as entidades competentes vão estar atentas", aponta o CEO da iad Portugal, Alfredo Valente.

Segundo aquele responsável, que falou ao JN durante a inauguração da nova sede da empresa no Porto, há uma diferença notória na forma como os alojamentos são vistos antes e após a pandemia. Antes da covid-19, um comprador procurava essencialmente um alojamento de pequenas dimensões para o colocar no mercado de alojamento local. Neste momento, explica, é esperado um apartamento para viver e não para arrendar, pelo que as características desejadas são outras, como "espaços mais amplos, algum espaço exterior, se não for um jardim ou um terraço, pelo menos uma varanda". "Acho que a noção de como olhamos para o espaço mudou muito. Perdemos aquela euforia toda relativamente aos T0 para colocar no mercado de arrendamento local".

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Sobre o perfil dos compradores, o CEO da iad Portugal reconhece que "o mercado português tem uma componente de compradores estrangeiros muito importante", atraídos na sua maioria pelos preços apelativos, clima, segurança, paz social, entre outros fatores que, na hora da decisão, levam o comprador estrangeiro a investir no mercado imobiliário nacional.

A dificuldade prende-se, e cada vez mais, com questões burocráticas que arrastam consigo a dificuldade em introduzir mais produto no mercado. "As licenças demoram uma infinidade de tempo, a fiscalidade também não é ideal, portanto não ajuda o investidor. E o que nós sentimos neste momento é que temos mais interesse pelo país e nomeadamente pela cidade do Porto, do que conseguimos satisfazer".

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