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Testes para a Via Verde Ibérica já arrancaram

Testes para a Via Verde Ibérica já arrancaram

Vai ser possível viajar nas autoestradas portuguesas e espanholas utilizando o sistema de pagamento da Via Verde, depois de concluídos e validados os testes operacionais que começaram no último dia 1.

O Eixo Atlântico recebeu ontem a confirmação do Ministério espanhol do Fomento de que a interoperatividade dos aparelhos galegos e portugueses para o pagamento das autoestradas já está em funcionamento, mas só para um conjunto de utilizadores adstritos aos testes operacionais liderados pela Via Verde.

Os testes começaram dia 1 de outubro e vão decorrer até ao final do ano. Estão a ser feitos por utilizadores selecionados e convidados pela Via Verde, avançou fonte da operadora ao JN. O alargamento aos restantes utilizadores será feito só depois de concluídos e validados os testes em curso.

Por agora, em Portugal, os testes decorrem na A3, A4, A7, A11, A28, A32, A41 e A43. Em Espanha, é na autoestrada galega que une a fronteira portuguesa à Corunha (AP9).

O sistema permitirá aos veículos circular com os mesmos dispositivos da Via Verde que usam em cada país, sem outro meio adicional, adiantou ao JN fonte da Associação do Eixo Atlântico Nordeste Peninsular.

Desta forma, os automóveis portugueses poderão passar pelas portagens das autoestradas da Galiza e vice-versa sem necessitarem de recorrer a outro meio de pagamento diferente do que utilizam na sua terra. Trata-se de uma solução que deverá ter caráter definitivo.

O novo sistema "poderá evitar muitos dos problemas que os espanhóis têm enfrentando, no último ano e meio, nas deslocações a Portugal quando circulam nas SCUT e se deparam com problemas para fazer os pagamentos", estimou a mesma fonte.

Aquela entidade transfronteiriça explicou que o problema das portagens passou a ser história e salientou que se trata do "primeiro território europeu que aplica a interoperabilidade dos sistemas de portagem, o que derruba a última barreira existente para a mobilidade transfronteiriça".

Já ontem o secretário-geral do Eixo regressou do Porto com o dispositivo espanhol sem qualquer problema nas autoestradas portuguesas, tanto nas portagens como nas antigas SCUT. Esta mudança ficou a dever-se ao trabalho da Junta da Galiza e das organizações empresariais, especialmente a CEP, e suas homólogas portuguesas.