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Têxtil e calçado pagam a fatura mais alta dos apoios às famílias

Têxtil e calçado pagam a fatura mais alta dos apoios às famílias

Têxtil e calçado são setores mais afetados por não haver retoma e por empregarem mais mulheres que ficam em casa com filhos.

O Estado está "a dar com uma mão e a tirar com a outra", queixam-se as empresas dos setores têxtil e calçado, particularmente afetadas pela crise gerada pela pandemia. O Governo aumentou os apoios aos trabalhadores que ficam em casa com os filhos, mas as empresas são obrigadas a suportar entre 33% e 50% desses salários. As empresas dizem que as ajudas "não chegam".

A partir deste mês, os apoios aos trabalhadores com filhos menores de 12 anos foram aumentados: as famílias monoparentais ou com filhos em residência alternada vão receber 100% do salário, estando garantido um salário mínimo nacional (SMN) e até a um máximo de três. A empresa paga sempre o salário completo e, depois, recebe 50% no caso do SMN e 77% no caso de salários superiores. A pagar só 33% do salário de quem ficou em casa, as empresas queixam-se que estão a ser chamadas a substituir o Estado na proteção social. Normalmente, os pais de crianças até 12 anos teriam direito a 30 dias por ano de assistência a filhos, paga a 100% pela Segurança Social. Com a covid-19 e o fecho das escolas, mudaram as regras dos apoios parentais, logo em 2020. As empresas dizem que, este ano, "a situação é diferente e pesa muito pagar salários a quem não esteve a trabalhar", como explicou o presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal.

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