Economia

TGV já custou 116 milhões de euros

TGV já custou 116 milhões de euros

O valor total do investimento do projecto português de alta velocidade ferroviária totalizou 116,1 milhões de euros até ao final de 2010, de acordo com o relatório e contas da RAVE.

Do valor total investido, 8,7 milhões de euros foram concretizados em 2010, segundo o documento da empresa, que foi integrada na Refer no final do ano passado.

Na linha Lisboa-Madrid foram investidos, no total, cerca de 17,9 milhões de euros, enquanto na ligação Lisboa-Porto o investimento feito até 2010 totalizou cerca de 30 milhões de euros.

A linha Porto-Vigo foi alvo de um investimento de cerca de 3,4 milhões de euros, a ligação Aveiro-Salamaca de 734 mil euros e linha Faro-Huelva de 496 mil euros.

Já a rede geral mobilizou um investimento total de cerca de 63,4 milhões de euros.

O documento refere que o financiamento do projeto português de alta velocidade ferroviária, na fase de estudos e projetos, assenta na contribuição do Orçamento do Estado e no financiamento comunitário.

Em 2010, os subsídios ao investimento transferidos para a RAVE totalizaram cerca de 10,4 milhões de euros, dos quais 7,3 milhões de euros provenientes do Orçamento de Estado e 3,1 milhões de euros da União Europeia.

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Entre 2001 e 2010, o projecto recebeu cerca de 115,9 milhões de euros de subsídios ao investimento, dos quais cerca de 36 milhões provenientes da União Europeia.

Além destes valores, o consórcio Elos, que ganhou o concurso para a construção do troço Poceirão-Caia, afirmou já ter investido cerca de 150 milhões de euros nesta ligação.

O orçamento da RAVE para 2010 ascendeu a cerca de 11,8 milhões de euros: 7,8 milhões de euros referentes ao investimento direto em estudos e projetos e quatro milhões de euros respeitantes aos custos de estrutura.

Em 2010, a RAVE registou um prejuizo de cerca de 17 mil euros.

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou na quarta-feira que o Governo português tomará uma decisão sobre a rede de alta velocidade portuguesa em setembro.

A proposta de suspensão da linha Lisboa-Madrid consta do Programa do Governo, que admitia que o projeto poderia ser alvo de "uma reavaliação". Esta reavaliação incluiria, segundo o documento, o conteúdo e o calendário, "numa ótica de otimização de custos, à luz de novos condicionalismos, e que deverá ter em conta o estatuto jurídico dos contratos já firmados".

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