O Jogo ao Vivo

Economia

TGV: Ligação Porto/Vigo construída de raiz

TGV: Ligação Porto/Vigo construída de raiz

A CCDR-N quer a construção de uma nova linha para a ligação Porto-Vigo em TGV. Admite que seja executada de uma forma faseada, mas tendo por base a ligação directa de Lisboa ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) defende a construção de uma nova linha, em bitola europeia (mais estreita que a ibérica), entre Valença e o aeroporto Francisco Sá Carneiro. "Esta seria a solução ideal", afirmou o presidente da CCDR-N, Carlos Lage, sublinhando, no entanto que o estudo, ontem apresentado publicamente, aponta também para uma "solução faseada", com a construção de uma nova linha entre Valença e Braga e o aproveitamento da actual ligação entre Porto e Braga. "A solução faseada é mais suave do ponto de vista do financiamento, mas não será a possibilidade mais equilibrada em termos de exploração", frisou Carlos Lage. Para a solução de uma nova linha em todo o percurso, o estudo prevê a criação de estações em Valença, Braga e no aeroporto Francisco Sá Carneiro, além de um interface de mercadorias que permita a ligação à rede ferroviária convencional no eixo Braga/Nine. Esta linha tem custos estimados em 1,5 mil milhões de euros, dos quais 845 milhões para o troço Valença/Braga e 635 milhões para a ligação entre Braga e o aeroporto Francisco Sá Carneiro. A par da construção de uma nova linha, a ligação directa ao aeroporto será um dos pontos a defender pela CCDR-N junto do Governo. Um dos autores do estudo, Cadima Ribeiro, justificou esta opção referindo que "existe um forte crescimento do número de passageiros galegos que utilizam o aeroporto Francisco Sá Carneiro. No ano passado foram 400 mil, mais do que a soma dos três aeroportos da Galiza". Logo, acrescentou Carlos Lage, "não faz sentido não ter uma ligação em alta velocidade a partir do aeroporto e obrigar a fazer essa ligação em Campanhã". O estudo foi realizado pelo Núcleo de Investigação em Políticas Económicas da Universidade do Minho e pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, e já foi enviado ao Ministério das Obras Públicas. O estudo indica que a construção da linha Porto/Vigo permitirá gerar 615 milhões de euros em benefícios sociais agregados. E, durante a fase de construção, estima que permita um incremento de cinco mil milhões de euros e crie cerca de 20 mil empregos directos e indirectos. Carlos Lage afirmou entretanto estar confiante na conclusão do traçado de alta velocidade entre Porto e Vigo até 2013, sublinhando que foi o compromisso assumido pelo primeiro-ministro.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG