Economia

Trabalhadores aprovam pedido de reunião com administração da Martifer

Trabalhadores aprovam pedido de reunião com administração da Martifer

Os trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo autorizaram esta segunda-feira os dirigentes sindicais a solicitarem uma reunião com a administração do novo subconcessionário para conhecerem o plano de contratação previsto pelo grupo Martifer.

O pedido desta reunião consta de uma moção aprovada por maioria, durante o plenário realizado hoje nos estaleiros, convocado pelas estruturas sindicais.

"Estamos a dar o passo da parte sindical. Hoje mesmo será enviado o pedido de reunião à nova subconcessionária para vermos se há boa-fé neste processo e nós estamos convencidos que há boa-fé", afirmou Branco Viana, coordenador da União de Sindicatos de Viana do Castelo, estrutura que vai conduzir estes contactos.

A nova empresa West Sea (Martifer) iniciou na passada quinta-feira o recrutamento de 400 trabalhadores para a nova unidade em Viana do Castelo, tendo a administração garantido, antes, que a "prioridade" seria para os 609 funcionários dos ENVC.

De acordo com os estaleiros, cerca de uma centena e meia de trabalhadores já rescindiram contrato, no âmbito do processo amigável lançado pela administração em dezembro.

Nesta altura, mantêm-se com vinculo à empresa pública pouco mais de 450 trabalhadores.

"Temos a esperança que uma grande parte destes trabalhadores sejam contratados para uma empresa que venha a continuar a ser de construção e reparação naval como são os estaleiros de Viana do Castelo", admitiu o sindicalista Branco Viana, aos jornalistas, no final deste plenário.

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Sobre esta vontade de dialogar, afirma resultar da "necessidade" de "salvaguardar" os direitos dos trabalhadores, nomeadamente para "saber qual o plano de contratações" dos atuais trabalhadores dos ENVC pelo novo subconcessionário.

Contudo mantêm o apelo à "resistência" dos trabalhadores às revogações amigáveis dos contratos de trabalho, como forma de "defender os seus direitos", nomeadamente sobre o fundo de pensões da empresa, para o qual descontaram ao longo dos anos.

"Os sindicatos sempre admitiram o diálogo e é para isso que eles servem: Falar com todas as entidades patronais e esta não foge à regra, até para salvaguardar o futuro dos postos de trabalho e os direitos desses trabalhadores", explicou Branco Viana.

De acordo com o sindicalista, este pedido de reunião à administração da West Sea, liderada por Carlos Martins, visa ainda obter informações sobre a situação da construção de dois navios asfalteiros para a Venezuela, que continua na carteira de encomendas da empresa pública.

Por esse motivo, face à anunciada extinção dos estaleiros, a mesma moção prevê também um pedido de audiência ao embaixador da Venezuela em Lisboa.

Os dirigentes sindicais ficaram igualmente mandatos para solicitar, também ainda hoje, uma reunião com o ministro da Defesa, para esclarecer o futuro do fundo de pensões da empresa e o seu acesso, bem como sobre o processo de recrutamento, por parte do novo subconcessionário dos terrenos e infraestruturas dos ENVC.

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