Santa Maria da Feira

Trabalhadores corticeiros reivindicam aumento salarial de 45 euros

Trabalhadores corticeiros reivindicam aumento salarial de 45 euros

Os trabalhadores do setor corticeiro promovem, esta terça-feira, uma manifestação em frente à Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor), em Santa Maria de Lamas, Feira, para contestar os 10 euros de aumento proposto por esta entidade patronal.

Trabalhadores da cortiça e representantes dos sindicatos corticeiros do Norte e Sul, a que se junta a Feviccom - Federação Portuguesa Sindicatos da Construção Cerâmica e Vidro, reivindicam um aumento salarial de 45 euros e preparam um abaixo-assinado para uma atualização dos subsídios de turno.

"Estamos a pedir um euro e meio de aumento por dia, contra a proposta dos empresários que nos querem aumentar cerca de 34 cêntimos por dia", explicou, ao JN, Alírio Martins, coordenador do Sindicato dos Corticeiros do Norte.

Lembra que, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) "o ano de 2020 foi, em termos de resultados económicos, o terceiro melhor ano desde 2005". "O setor da cortiça está bem e para tal muito contribuíram os trabalhadores".

Alírio Martins explica que, para além do aumento salarial, está a ser reivindicada a aplicação de diuturnidades. "Insistimos na valorização das diuturnidades para o pessoal fabril, à semelhança do que acontece com os funcionários administrativos".

A atribuição de sete euros diários para subsídio de refeição, 25 dias úteis de férias e dispensa no dia de aniversário, estão, também, entre as reivindicações que incluem, ainda, a revisão dos subsídios de turno.

"Este setor está cada vez mais a trabalhar por turnos e torna-se imprescindível uma atualização salarial relativa aos subsídios de turno. Vamos promover um abaixo-assinado sobre essa matéria", referiu o coordenador do Sindicato dos Corticeiros do Norte.

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