greve geral

Trabalhadores da função pública aderem à greve geral de 14 de novembro

Trabalhadores da função pública aderem à greve geral de 14 de novembro

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado anunciou, esta segunda-feira, uma greve dos trabalhadores da administração pública a 14 de novembro, o mesmo dia da paralisação convocada pela CGTP contra as medidas de austeridade.

Em comunicado, o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) adianta que os seus associados se pronunciaram "por larga maioria" a favor de uma greve nacional, "porque não é possível continuar a assistir sem agir ao delírio de medidas penalizadoras de quem trabalha e, de modo especial, de quem trabalha na administração pública, com uma incompreensível sanha persecutória".

Na base do protesto dos trabalhadores da função pública estão medidas como o corte de um mês de salário (um subsídio), o corte de, em média, 5% nas remunerações superiores a 1500 euros, o congelamento de promoções e progressões, a redução do valor das pensões e alteração da idade de reforma e o alargamento dos descontos às horas extraordinárias e suplementos remuneratórios.

Também criticadas pelo sindicato são a diminuição do pagamento do trabalho extraordinário (para valores "abaixo do setor privado"), a redução em 10% na remuneração base diária para baixas médicas a partir do 4.º e até ao 30.º dia, o corte, para metade, do valor das licenças extraordinárias dos trabalhadores em mobilidade especial e as alterações ao IRS.

Segundo o STE, os trabalhadores da administração pública perderam, em termos reais, "entre 11 e 17,5%" em 2012 e "14 a 26,9%" entre 2010 e 2012.