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Trabalhadores da Galp alertam para "extrema urgência" dos investimentos em Sines

Trabalhadores da Galp alertam para "extrema urgência" dos investimentos em Sines

A Comissão Central de Trabalhadores (CCT) da Petrogal, empresa de refinação detida pela Galp, alertou a administração para a "extrema urgência" da aprovação dos investimentos previstos para a refinaria de Sines, após o encerramento da de Matosinhos.

Em comunicado, enviado esta sexta-feira para dar conta dos temas abordados numa reunião com o presidente da Comissão Executiva (PCE) da Galp, Andy Brown, em dezembro, a CCT informou que, relativamente ao "atraso dos investimentos previstos para a refinaria de Sines", alertou não só para a "necessidade da sua concretização", mas também para "a extrema urgência em que sejam aprovados pela administração e abram mais o leque de operacionalidade para a principal instalação industrial do país".

A CCT insistiu também na defesa de que o encerramento da refinaria de Matosinhos foi "um erro tremendo", que "deve ser corrigido" com a reversão da decisão.

"Relembramos os trabalhadores que se encontram em casa a aguardar uma nova colocação e que esperamos seja breve, ou os trabalhadores do laboratório da refinaria do Porto deslocados em Sines e que é preciso tornar essa situação definitiva", apontaram os representantes dos trabalhadores.

Por fim, a CCT levantou a questão da distribuição de dividendos aos acionistas, considerando que, "ainda que com uma roupagem diferente", tem "um resultado idêntico ao anterior, a drenagem de centenas de milhões de euros numa base anual".

A comissão acusou ainda Andy Brown de ser "o presidente que melhor interpretou a componente mediática do cargo que exerce, no atual momento em que a desinformação se faz pela fragmentação e grande quantidade de notícias servidas".

"O PCE pretende ser notícia e aparece na comunicação social a dizer muitas coisas, todas destinadas a consumo dos acionistas presentes e futuros e da opinião pública em geral, o que o equipara a um político", afirmou a CCT, acrescentado que, todavia, Andy Brown "parece não ter resposta para o triângulo da crise" que se atravessa, com pressão sobre a indústria portuguesa", a distribuição de dividendos e a "instabilidade política internacional/alinhamento da União Europeia com a política desenhada pelos EUA no cerco à Rússia e afronta à China".

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Para a CCT, todos aqueles problemas têm a mesma causa: "a privatização da empresa/grupo", defendeu.

Em julho, a CCT já tinha acusado a administração da Galp de gestão "errada" que continuamente "arrasta a empresa para o fundo", e revelou "profunda apreensão" face à saída de administradores, responsáveis por despedimentos.

Aquela posição surgiu na sequência da saída de Sofia Tenreiro, Susana Quintana-Plaza e Carlos Silva, que renunciaram aos cargos na administração da petrolífera portuguesa, depois de, no início de 2021, ter mudado o presidente executivo, Carlos Gomes da Silva, que foi substituído por Andy Brown.

"As últimas alterações na Comissão Executiva suscitam uma profunda apreensão pela CCT quanto ao futuro da empresa e do grupo", afirmou a estrutura, lembrando que duas das administradoras demissionárias "não aqueceram o lugar, mas particularmente uma delas deixou nas áreas comerciais uma marca de despedimentos e saída de trabalhadores sem precedentes".

Naquela ocasião, a CTT considerou que a defesa da Galp e trabalhadores "coincide" com o interesse público e insistiu numa intervenção do Governo que assegure o fim dos despedimentos, a "reversão imediata" do encerramento da refinaria do Porto e a concretização de investimentos na refinaria de Sines.

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