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Trabalhadores da NAV dizem que declarações de presidente reforçam legitimidade das ações desenvolvidas

Trabalhadores da NAV dizem que declarações de presidente reforçam legitimidade das ações desenvolvidas

O coordenador da Comissão de Trabalhadores da NAV Portugal, Carlos Felizardo, disse hoje à Lusa que as declarações do presidente da empresa reforçam a legitimidade das ações desenvolvidas recentemente, incluindo as greves.

A NAV apresentou ao Governo um pedido de adaptação aos cortes salariais definidos pelo Executivo, estando a aguardar uma resposta, disse à Lusa o presidente da empresa, Luís Coimbra, na terça-feira.

"As declarações do senhor presidente da empresa vêm reforçar a legitimidade das motivações e das ações que nós temos desenvolvido porque reconhece que a empresa está mal enquadrada em termos de sua regulamentação e, por outro lado, reconhece aquilo que é a realidade da empresa", afirmou Carlos Felizardo, no dia em que começa um novo período de greve.

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Os trabalhadores da NAV, entre os quais os controladores aéreos, voltam a parar hoje e na sexta-feira, durante três períodos: entre as 07:00 e as 09:00, as 14:00 e as 16:00 e as 21:00 e as 23:00.

O coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) da NAV salientou que os trabalhadores da empresa há 20 anos que não faziam greve e que, quando agora o fizeram, foi a níveis de 100 por cento de adesão.

Carlos Felizardo sublinhou que na próxima terça-feira a CT vai reunir-se com os sindicatos envolvidos para decidir o que fazer, caso o silêncio do lado da tutela se mantenha.

"O orçamento da empresa é divisível pelo número de aviões que por aqui passam e pelos períodos de tempo de prestação do nosso serviço. E são essas unidades de tempo que vão definir qual é a taxa que é aplicável", explicou Carlos Felizardo, sendo essa taxa a receita da empresa, o que significa que caso o orçamento seja reduzido, as taxas são necessariamente diminuídas.

O coordenador da CT referiu, em consonância com as declarações de Luís Coimbra, que o objetivo é que a empresa seja, de uma vez por todas, inserida no regime internacional a que também está sujeita.

"Os nossos pedidos de adaptação estão com a tutela, com o Governo, e temos esperanças de que a própria 'troika' compreenda a situação específica que a NAV tem no contexto do Setor Empresarial do Estado", afirmou Luís Coimbra, em entrevista à Lusa.

O presidente da empresa responsável pela gestão do espaço aéreo acredita que da parte dos dois ministérios que tutelam a NAV -- Economia e Finanças -- "existirá sensibilidade", uma vez que o "Estado não gasta um tostão" na empresa.

"Ao reduzir o nosso volume de negócios, que já foi contratualizado com as companhias aéreas antes da aprovação do Orçamento do Estado, [...] pode ficar em causa um aumento de receitas para o Estado - e não de despesas, porque o Estado não gasta um tostão com a NAV", justificou.

"Daí que considere um pouco estranho não ter havido até agora uma sensibilidade política para tentar resolver ou enquadrar, em termos de adaptabilidade, a NAV dentro de um contexto praticamente exclusivamente europeu, que só dá receitas ao Estado, que não depende um tostão do Estado Português ou do Orçamento do Estado", acrescentou.

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