Economia

Trabalhadores da PT pedem a Passos Coelho que defenda a empresa

Trabalhadores da PT pedem a Passos Coelho que defenda a empresa

Os trabalhadores da PT Portugal manifestaram-se, esta quinta-feira, em Lisboa em defesa de "uma empresa forte, dinâmica e desenvolvida em termos de telecomunicações" apelando ao primeiro-ministro que defenda a empresa.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da PT Portugal, Jorge Félix, disse que os trabalhadores querem em Portugal "uma empresa forte, dinâmica e desenvolvida em termos de telecomunicações".

Reunidos junto à residência oficial do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, os trabalhadores procuraram sensibilizar o Governo para o facto de que, "ao contrário do que tem dito [o líder do executivo]", este possa, "de algum modo", atuar em defesa da empresa.

Desde maio que a PT Portugal está sob alçada da brasileira Oi, no âmbito do processo de combinação de negócios entre a PT SGPS e Oi. Atualmente, a PT SGPS detém 25% do capital da Oi, enquanto a operadora brasileira detém 10% da empresa portuguesa.

A brasileira Oi já escolheu a empresa francesa Altice para negociar em exclusivo a venda da PT Portugal depois de a Altice ter aumentado o preço oferecido para 7,4 mil milhões de euros, ultrapassando assim a proposta do consórcio Apax/Bain/Semapa.

Perante esta evolução do negócio, Jorge Félix alertou o Governo para o facto de ser "extremamente importante", não só para os trabalhadores, mas para a economia nacional, haver "uma empresa extremamente desenvolvida em termos tecnológicos" no país e a nível internacional.

"(...) Não defendemos a fusão da empresa, mas que o Governo atue (...) junto do governo brasileiro, se possível, tendo em atenção as boas relações existentes, por forma a sensibilizá-lo para o facto de que a PT Portugal continue a ser uma empresa forte e de telecomunicações em Portugal", salientou.

Sobre o negócio com a francesa Altice, Jorge Félix disse à Lusa que "é um mau exemplo" porque depois da empresa francesa ter comprado a Cabo Visão e a ONI "acabou logo por despedir trabalhadores".

"Essa é [também] a grande preocupação dos trabalhadores da PT Portugal. É preciso preservar os postos de trabalho", realçou, recordando que no caso dos fundos de investimento não lhe parece que "seja a alternativa correta" para a PT Portugal.

Ao contrário do que pensa o sindicato, "os fundos não defendem um projeto de telecomunicações" para o país.

"Não nos parece que isto aconteça, pois não são capazes de assumir um compromisso, isto é, um projeto de telecomunicações", alertou.

"Se for necessário, daqui a cinco anos, os fundos estarão outra vez a vender a PT Portugal", advertiu o sindicalista.

A Portugal Telecom emprega 12.000 trabalhadores diretos, tem mais 5.000 a 6.000 trabalhadores que não estão no ativo, os reformados e os suspensos que dependendo diretamente da empresa no que respeita à sua remuneração pecuniária mensal.

De acordo com Jorge Félix há ainda cerca de 16.000 trabalhadores que trabalham em 'outsourcing', além das centenas de pequenas e médias empresas (PME) que estão a trabalhar para a Portugal Telecom.

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