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Paralisação

Trabalhadores dizem que greve na Autoeuropa não seria oportuna

Trabalhadores dizem que greve na Autoeuropa não seria oportuna

A Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa defendeu, esta quinta-feira, nos plenários que é preferível manter o diálogo com a administração da empresa a convocar uma nova greve.

"A Comissão de Trabalhadores informou-nos de alguns avanços nas negociações, considerou que a convocação de uma greve neste momento seria inoportuna e deixou transparecer a ideia de que é possível alcançar um pré-acordo laboral com a administração", disse um trabalhador que esteve num dos plenários realizados esta quinta-feira, à agência Lusa.

"Penso que neste momento muitos trabalhadores também consideram que não é o momento ideal para marcar uma nova greve, embora alguns defendam uma nova paralisação", corroborou outro trabalhador da fábrica da Volkswagen em Palmela.

Contactado pela agência Lusa, José Carlos Silva, da Comissão de Trabalhadores, escusou-se a confirmar ou desmentir qualquer informação sobre o plenário, referindo apenas que os plenários de hoje são para dar conta das negociações em curso com a administração da fábrica e para ouvir os trabalhadores.

Entre outras reivindicações, os trabalhadores da Autoeuropa reclamam um aumento salarial de 6,5%, com um incremento mínimo de 50 euros por trabalhador, valor superior à proposta inicial da administração, que terá sido de um aumento de 2% e 3% para os próximos dois anos.

Por resolver está ainda a questão dos novos horários de trabalho a partir de agosto, altura em que a Autoeuropa deverá aumentar a produção de forma significativa para responder ao volume de encomendas do novo veículo T-Roc.

No passado mês de dezembro de 2017, após a rejeição de dois pré-acordos sobre os novos horários de trabalho, a administração da Autoeuropa decidiu avançar com um novo horário transitório, que entrou em vigor esta semana e que deverá manter-se até final do mês de julho.

Este horário transitório, que inclui a obrigatoriedade do trabalho ao sábado, tem sido muito contestado pelos trabalhadores da fábrica de Palmela, que chegaram mesmo a aprovar uma proposta de greve para 02 e 03 de fevereiro, mas que não se concretizou porque não teve acolhimento por parte dos sindicatos.

A Autoeuropa deverá atingir este ano uma produção de 240.000 automóveis, a grande maioria do novo modelo T-Roc, veículo que o grupo alemão Volkswagen pretende construir apenas na fábrica de automóveis de Palmela e que está a ter boa aceitação no mercado.