Economia

Trabalhadores dos estaleiros de Viana apelam à intervenção de Passos e Cavaco

Trabalhadores dos estaleiros de Viana apelam à intervenção de Passos e Cavaco

O presidente da comissão de trabalhadores dos estaleiros navais de Viana do Castelo apelou esta quarta-feira à intervenção do primeiro-ministro e ao presidente da República para que ponham "a empresa a trabalhar", afirmando que não querem indemnizações, mas trabalho.

"Fazemos um apelo ao senhor primeiro-ministro e ao senhor Presidente da República. Os trabalhadores dos estaleiros navais de Viana do Castelo não querem indemnizações, nem querem dinheiro, querem trabalho", afirmou o presidente da comissão de trabalhadores, António Costa.

António Costa falava aos jornalistas no parlamento, à saída de uma audição do ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, na comissão parlamentar de Defesa, a que os representantes dos trabalhadores assistiram.

"Ponham aquela empresa a trabalhar, que é essa a obra do Governo de Portugal. Lutem pelos estaleiros como está a lutar a Espanha, a França e a Holanda, como estão a lutar todos os países que têm construção naval", apelou.

"Já que querem um país inovador e estratégico, apostem nos estaleiros navais de Viana do Castelo, com uma administração competente que vá para lá arranjar contratos de navios, seja através da diplomacia económica, seja através de uma direção comercial atrativa e que seja proativa em arranjar novos contratos", prosseguiu.

António Costa acusou o ministro da Defesa de estar preocupado em "fazer renascer um grupo económico que está quase na falência", numa referência à Martifer, e de ter optado pela via da subconcessão "por capricho" e por "não ouvir ninguém", e de ter recusado os convites da comissão de trabalhadores para visitar os estaleiros.

"Diz que não vai a Viana do Castelo fazer populismo, então, vai a Viana do Castelo fazer um despedimento coletivo?", questionou.

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António Costa diz que os trabalhadores vão lutar "até à exaustão", defendendo que se a concessão prosseguir "daqui a três anos não há estaleiros".

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