Economia

Tranche de oito mil milhões concedida à Grécia

Tranche de oito mil milhões concedida à Grécia

Os ministros das Finanças da Zona Euro aprovaram, esta terça-feira, em Bruxelas, o desembolso da sexta tranche de ajuda à Grécia, no valor de oito mil milhões de euros, anunciou o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.

A "luz verde" do Eurogrupo ao desembolso da sexta tranche da assistência financeira, pela qual Atenas há muito aguardava, foi possível graças aos compromissos por escrito apresentados pelas autoridades gregas e pelo principal partido da oposição relativamente ao escrupuloso cumprimento do programa de ajustamento, exigido pelos parceiros como contrapartida para a ajuda.

Juncker precisou que o desembolso terá lugar uma vez que o Fundo Monetário Internacional (FMI) também se pronuncie, no início do próximo mês, devendo então os fundos ser disponibilizados em meados de Dezembro.

De igual forma, os ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) aprovaram, esta terça-feira, o desembolso da quarta tranche de assistência financeira à Irlanda, no valor de 8,5 mil milhões de euros.

A decisão foi adoptada em Bruxelas, na reunião do Eurogrupo, que juntou os 17 governantes das Finanças dos países da moeda única, e a tranche chegará a Dublin em Janeiro de 2012, disse o presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, em conferência de imprensa no final do encontro.

A 'troika' (Banco Central Europeu, FMI e Comissão Europeia) visitou recentemente a Irlanda e confirmou que o país está a cumprir com o programa de reformas exigido para o resgate financeiro, pelo que a nova tranche pode agora ser desembolsada.

O s enviados da 'troika' encontraram na Irlanda uma "aplicação muito forte do programa" acordado nas instituições europeias, sublinhou Juncker.

O valor total do pacote de ajuda acordado para o país é de 85 mil milhões de euros.

Os ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) chegaram a acordo em Bruxelas sobre a chamada alavancagem do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), com vista ao aumento do seu "poder de fogo" nos mercados.

Na conferência de imprensa no final da reunião, o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, indicou que os 17 chegaram a acordo sobre os termos e as condições das duas opções para a alavancagem do FEEF, designadamente o "método de protecção do risco parcial" e o "método de co-investimento", que poderão ser aplicadas em simultâneo e já em 2012.

Ambas as opções têm como objectivo apoiar a continuidade do acesso ao mercado por parte dos Estados Membros da área do euro em dificuldades financeiras e salvaguardar a estabilidade financeira de toda a área do euro.

O FEEF indicou que, no quadro da protecção do risco parcial, o fundo de resgate providencia um certificado para as obrigações emitidas por um Estado-membro, que pode ser comercializado separadamente, e que dará ao seu detentor uma protecção de 20 a 30% do valor da obrigação soberana, ou seja, o Fundo passa a responsabilizar-se por cerca de um quarto do valor das emissões de dívida dos países com problemas.

" luz da segunda opção, a criação de um ou mais fundos de co-investimento permitirá a combinação de fundos públicos e privados para a aquisição de obrigações nos mercados primário e ou secundário, podendo também ser utilizados para efeitos de recapitalização dos bancos.

Os ministros das Finanças da Zona Euro querem aumentar "rapidamente" os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para fazer frente à actual crise, declarou o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.

"Concordámos em considerar o aumento rápido dos recursos do FMI por via de empréstimos bilaterais", disse Juncker em Bruxelas no final da reunião dos titulares das Finanças dos 17 países da moeda única.