Economia

Trezes entidades ouvidas pela comissão de inquérito aos contratos "swap"

Trezes entidades ouvidas pela comissão de inquérito aos contratos "swap"

A comissão parlamentar de inquérito aos contratos "swap" aprovou por unanimidade a audição de 13 entidades, entre eles os presidentes do IGCP, Tribunal de Contas e Banco de Portugal e responsáveis das empresas públicas.

Na comissão parlamentar de inquérito à Celebração de Contratos de Gestão de Risco Financeiro ("swap") por empresas do Setor Público, os deputados aprovaram a audição da secretária de estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, e do inspetor-geral das Finanças, José Leite Martins, que decorrerá esta quarta-feira, após a sessão plenária da Assembleia da República.

Além disso, de acordo com a lista de audições, serão ainda ouvidos os presidentes do IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, do Tribunal de Contas e do Banco de Portugal.

Estas audições, que se realizam no âmbito de uma primeira ronda, estendem-se aos presidentes e aos responsáveis atuais com o pelouro financeiro das empresas públicas envolvidas, Metro de Lisboa, Carris, Metro do Porto, STCP, CP, EGREP, REFER e Estradas de Portugal.

Os responsáveis destas empresas que estavam em funções no momento da realização dos contratos "swap" serão ouvidos no âmbito de uma segunda ronda.

As perdas potenciais nos contratos "swap" já levaram à demissão de dois secretários de Estado e três gestores destas empresas e à criação de uma comissão parlamentar de inquérito cuja primeira audição decorrerá dia 25 de junho com a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque.

O Governo, por seu lado, decidiu cancelar os contratos existentes tendo, segundo disse na semana passada fonte oficial das Finanças, pago cerca de mil milhões de euros aos bancos para anular perdas potenciais de cerca de 1.500 milhões de euros.

Persistem ainda cerca de 1.500 milhões de euros de perdas potenciais face aos cerca de 3.000 milhões inicialmente estimados no final do ano passado, sendo o Santander Totta é o único banco com que até agora as Finanças não conseguiram alcançar qualquer entendimento.

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