Economia

"Troika" diz que a transferência dos fundos de pensões cria "problema futuro"

"Troika" diz que a transferência dos fundos de pensões cria "problema futuro"

A 'troika' afirmou, esta quarta-feira, que a medida extraordinária que é a transferência dos fundos de pensões para a Segurança Social, como a da banca que está a ser negociada, não deve ser repetida, uma vez que cria um "problema no futuro".

Na conferência de imprensa da 'troika' para avaliação do programa de ajuda a Portugal, os representantes da Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) afirmaram que a transferência dos fundos de pensões da banca, cujo processo negocial ainda decorre, é importante para fazer compensar o 'buraco' orçamental encontrado este ano, mas que esta solução não mais deverá ser repetida.

"Este modelo de alcançar a meta [do défice orçamental] não é satisfatório, a transferência deste capital criará um problema futuro, a obrigação de pagar pensões" aos pensionistas dos bancos, disse Jürgen Kröger, da Comissão Europeia.

Em Agosto, o Governo anunciou o recurso à transferência dos fundos de pensões dos bancos para o Estado para compensar o desvio encontrado nas contas públicas, numa operação semelhante à que aconteceu em 2010 com o fundo de pensões da Portugal Telecom.

O valor transferido é contabilizado como receita no ano em que é recebido, abatendo ao défice, mas fica a cargo do Estado as responsabilidades futuras com estas pensões.

Actualmente, existem cerca de 20 fundos de pensões dos bancários com um valor superior a 15 mil milhões de euros.

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