Crise energética

UE e Canadá vão estudar aumento do fornecimento de energia canadiana à Europa

UE e Canadá vão estudar aumento do fornecimento de energia canadiana à Europa

A União Europeia (UE) e o Canadá vão estudar a possibilidade de aumentar o fornecimento de energia canadiana aos 27 Estados-membros para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis russos.

"A Rússia não ameaça apenas a nossa arquitetura de segurança no sentido militar, mas está claro que a dependência da UE dos combustíveis fósseis russos coloca a sua segurança energética em risco", adiantou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau.

A UE e o Canadá vão também cooperar, no âmbito do G7, para garantir a aplicação de sanções contra Moscovo.

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Ambos reúnem-se hoje à noite em Bruxelas, onde Justin Trudeau vai participar na cimeira da NATO e do G7 na capital belga para abordar a situação na Ucrânia e coordenar a resposta internacional à agressão russa.

"Temos de acabar com a nossa dependência dos combustíveis fósseis russos e, em resposta, a UE e o Canadá vão levar a nossa cooperação energética para o próximo nível", disse Von der Leyen, que nas últimas semanas intensificou os seus contactos com países terceiros para procurar alternativas aos fornecimentos da Rússia.

A comissária europeia para a Energia, Kadri Simson, e o ministro canadiano dos Recursos Naturais, Jonathan Wilkinson, vão reunir-se esta semana "para discutir o potencial fornecimento adicional de energia canadiana à Europa" e os debates vão continuar mais tarde num grupo de trabalho, de acordo com Von der Leyen.

Isso vai concentrar-se na "transição verde e no gás natural liquefeito" e no desenvolvimento de um plano de ação, mais tarde especificado em Bruxelas e Otava numa declaração conjunta.

Von der Leyen disse que o Canadá, além de ser um parceiro "confiável", partilha as ambições climáticas da UE, um capítulo no qual ambas as partes se comprometeram a continuar a trabalhar para "ampliar" a fixação de preços para as emissões de carbono, assim como continuar a financiar os países em desenvolvimento para se adaptarem às mudanças climáticas.

Por outro lado, tanto Von der Leyen como Trudeau insistiram na necessidade de manter a pressão sobre o regime russo através de sanções e garantir que estas não possam ser evitadas, para o que foi criado um grupo de trabalho no seio do G7.

"Putin e todos à sua volta precisam entender que não vão tirar benefícios desta guerra mal concebida, pelo contrário, será devastadora para a economia e para todos aqueles que apoiaram" o presidente russo, realçou Justin Trudeau.

A economia russa já está a pagar o preço das sanções impostas por uma invasão "injustificável e não provocada", disseram Von der Leyen e Trudeau.

"Muito preocupados" com a crise alimentar provocada pela guerra na Ucrânia, a presidente da Comissão Europeia e o primeiro-ministro canadiano comprometeram-se a trabalhar juntos para enfrentar os impactos imediatos e de longo prazo nas cadeias globais de abastecimento agrícola e na segurança alimentar.

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