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UGT diz que troika quer manter medidas de austeridade intactas

UGT diz que troika quer manter medidas de austeridade intactas

A presidente da UGT disse, esta quarta-feira, que a troika exigiu a continuidade das medidas de austeridade, apesar de demonstrar compreensão face aos problemas levantados pelos parceiros sociais, nomeadamente sobre a falta de incentivos ao investimento.

À saída da reunião que os representantes da troika (constituída pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), Lucinda Dâmaso garantiu aos jornalistas não ter havido "qualquer abertura para aliviar a austeridade", embora tenha sido demonstrada solidariedade.

"Disseram que até concordavam" com a necessidade de "haver medidas para fazer com que o investimento em Portugal seja atrativo", mas que Portugal precisa "cumprir escrupulosamente o programa", afirmou Lucinda Dâmaso, acrescentando que "a troika vai seguir o seu caminho".

A UGT, adiantou a presidente da central sindical, falou mais uma vez na necessidade de aumentar o salário mínimo, obtendo como resposta que "se o salário mínimo fosse aumentado, haveria mais desemprego", contou a sindicalista.

Sublinhando a necessidade de haver um aumento do salário mínimo no próximo ano, Lucinda Dâmaso referiu que esta proposta visa fazer crescer o poder de compra e assegurou que a UGT "não aceita mais medidas de austeridade".

Os parceiros sociais estiveram reunidos, desde as 10 horas, com os representantes da troika na sede do Conselho Económico e Social, no âmbito da 10.ª avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal.

Cada confederação teve cerca de 10 minutos para uma intervenção inicial perante a troika, cujos representantes estão em Portugal desde o dia 4 para o antepenúltimo exame regular ao programa de ajustamento.

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