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Economia

UGT e patrões dizem que acordo sobre salário mínimo foi "difíci, mas valeu apena"

UGT e patrões dizem que acordo sobre salário mínimo foi "difíci, mas valeu apena"

A UGT e as confederações patronais consideraram esta quarta-feira que o acordo para o aumento do salário mínimo nacional (SMN) para os 505 euros a 1 de outubro foi difícil de alcançar mas valeu a pena.

"Foi o acordo possível, foi difícil mas valeu a pena", disse aos jornalistas o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, após a assinatura do acordo com o Governo e os patrões no Conselho Económico e Social (CES) na tarde de hoje.

O sindicalista considerou que o acordo "foi ao encontro das propostas da UGT".

"É um acordo justo para os cerca de 350 mil trabalhadores que ganham o SMN", disse Carlos Silva, explicando que a UGT deixou cair algumas das suas reivindicações "para não inquinar e arrastar a negociação desta matéria.

O presidente da Confederação Empresarial Portuguesa (CIP), António Saraiva, também disse aos jornalistas que não foi fácil chegar a acordo, mas que foi possível um consenso graças à descida de 0,75 pontos percentuais na taxa social única (TSU) aplicada aos salários mínimos e paga pelas empresas.

António Saraiva explicou que, a partir de 01 de outubro, o novo salário mínimo vai custar aos empregadores 733 euros por trabalhador mas que este custo seria mais elevado cinco euros se a Taxa Social Única (TSU) paga pelas empresas não tivesse sido reduzida.

"As entidades patronais definiram que não poderiam suportar mais que um encargo de 730 euros, os 733 excedem mas não é um valor tão elevado que não se possa suportar, e por isso foi possível o acordo", disse o presidente da CIP.

Segundo as contas do presidente da CIP, atualmente, cada salário mínimo de 485 euros custa às empresas 708 euros devido às contribuições dos empregadores para a Segurança Social, no valor de 23,75%.

António Saraiva assegurou que as confederações patronais nunca fizeram depender o aumento do SMN de outras contrapartidas, nomeadamente a prorrogação da redução do valor pago atualmente pelo trabalho extraordinário.

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), que nos últimos meses tentou remeter para janeiro o aumento do SMN, acabou por subscrever também o acordo e emitiu um comunicado a explicar os seus motivos.

"A nossa proposta foi sempre no sentido do aumento do SMN a Janeiro de cada ano, por uma razão de lógica de mercado de alguns sectores. Explicámos que não deveriam ser prejudicadas empresas com contratos anuais de fornecimento, designadamente ao Estado e a grandes empresas privadas", disse a CCP no comunicado.

Segundo a confederação "a eventual mitigação por via da redução da TSU não obsta a que o governo e todos os utilizadores venham a permitir a actualização das tabelas de preços dos serviços prestados pelas empresas contratadas por entidades públicas e privadas".

"A CCP subscreve assim o aumento do salário mínimo, tendo em conta que contribui para alguma reposição do poder de compra e a dinamização da procura interna, um dos factores chave da retoma", justificou.