Livro Branco

Um em cada cinco jovens não consegue trabalho

Um em cada cinco jovens não consegue trabalho

Livro Branco "Mais e melhor emprego para os jovens" faz o diagnóstico do mercado laboral.

A transição da escola para o mercado laboral em Portugal é marcada pela precariedade, com um em cada cinco jovens a não conseguir encontrar trabalho. Além do mais, os salários dos jovens são muito pouco atrativos e aumenta cada vez mais o desajustamento entre a formação adquirida e a requerida.

Os dados são do Livro Branco "Mais e melhor emprego para os jovens", levado a cabo pela Fundação José Neves, pelo Observatório do Emprego Jovem e pelo escritório da Organização Internacional do Trabalho para Portugal. Pretende fazer um diagnóstico do mercado de trabalho dos jovens, mas também aponta uma agenda para o futuro.

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Segundo o documento, desde 2015 que a taxa de desemprego dos jovens com menos de 25 anos tem sido mais do dobro da população em geral. Durante a pandemia foi três vezes e meia mais alta.

De acordo com o relatório, Portugal tem um nível de desemprego jovem superior à média da União Europeia.

Entre 2015 e 2019, a percentagem diminuiu, mas com a chegada da pandemia, a situação piorou consideravelmente. A partir de 2020, para os jovens dos 15 aos 24 anos, o desemprego cresceu aceleradamente, passando de 19,9% no segundo trimestre, para 26,4% no terceiro trimestre. A subida entre o grupo etário 25-29 anos também foi muito significativa (de 9,4% para 13,1%, no mesmo período temporal).

Dificuldades

O documento aponta duas razões para este crescimento: o facto de os jovens portugueses serem confrontados com relações contratuais atípicas - só em 2021, a percentagem de jovens dos 15 aos 24 anos com contratos a termo certo era de 53,9%, contra 14,6% na população total.

E, a segunda razão: a transição da escola para o mercado de trabalho tornou-se ainda mais difícil na altura da pandemia.

Os autores do Livro Branco deixam recomendações para contrariar a situação: mais regulação laboral, melhorar a articulação entre o ensino e as competências mais procuradas pela economia, e envolver os empregadores na formação profissional e superior.

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