Desemprego

União Europeia estima que desemprego "vai continuar a subir" em Portugal

União Europeia estima que desemprego "vai continuar a subir" em Portugal

O desemprego em Portugal "vai continuar a subir" e serão necessários "esforços sustentados" para aumentar o emprego, declara a Comissão Europeia nas suas recomendações de política económica, divulgadas esta quarta-feira.

"A situação do mercado laboral deteriorou-se significativamente", lê-se no documento dos técnicos da Comissão. "A taxa de desemprego [na definição do Eurostat] atingiu os 15% em fevereiro, e deverá agravar-se mais ainda este ano."

As previsões da Comissão, que já haviam sido anunciadas no início deste mês, apontam para uma taxa de desemprego de 15,5% este ano e 15,1% no próximo.

Entre os objetivos de Portugal na estratégia Europa 2020 está uma taxa de emprego (percentagem da população entre os 20 e os 64 anos empregada) de 75%. No entanto, a Comissão reconhece que atingir esta meta até 2020 "poderá revelar-se excessivamente ambicioso, num cenário de políticas inalteradas".

Por isso, Bruxelas sugere "esforços sustentados nos próximos anos". A Comissão destaca ainda a importância do acordo tripartido (Governo, patrões e UGT) que permitiu a reforma do Código do Trabalho.

Essa reforma "reduziu substancialmente a rigidez [do mercado laboral], diminuindo as indemnizações por despedimento, flexibilizando o horário de trabalho, redefinindo o conceito de rescisão por justa causa".

A Comissão Europeia apresentou hoje em Bruxelas as suas recomendações anuais de política económica para cada um dos 27 países da União. Estas recomendações, parte do processo do chamado "semestre europeu", incorporam dados dos programas de estabilidade ou convergência enviados por cada estado-membro.

No caso de Portugal, que está sob um programa da 'troika' (tal como acontece com a Grécia e a Irlanda), as recomendações da Comissão estão subordinadas ao que já foi definido no memorando de entendimento. Pelo mesmo motivo, Portugal não foi incluído na análise macroeconómica que a Comissão fez hoje às 12 economias europeias consideradas mais instáveis.

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