Economia

Utentes surpreendidos e revoltados com greve nos comboios de Lisboa

Utentes surpreendidos e revoltados com greve nos comboios de Lisboa

O primeiro dos três dias de greve de revisores nos comboios suburbanos de Lisboa está a causar graves problemas a quem utiliza este meio de transporte nas deslocações para o trabalho.

O JN encontrou pessoas que não conseguiram lugar no comboio e optaram por caminhar a pé durante mais de uma hora. "Isto revolta. Pago 70 euros de passe e vou ficar três dias sem serviço", desabafa Mateus Neves, cansado de mais de 45 minutos de espera na estação de Sete Rios, em Lisboa.

As supressões devido a greve afetam sobretudo as linhas de Cascais e Sintra para revolta dos utentes, muitos apanhados desprevenidos.

Em Sintra, as estações estão cheias desde as primeiras horas da manhã. Os poucos comboios que aparecem estão muito cheios, com muita gente a não conseguir entrar.

"Dizem que há muito desemprego e esta gente quer trabalhar e não deixam", disse ao JN Ermelinda Morais, que esperava há 40 minutos por um comboio, em Monte Abraão.

A revolta dos utentes sobe de tom quando recordam que a paralisação se prolonga até sexta-feira. "Não há direito. É uma vergonha. Falam em perda de direitos mas estão é a tirar-nos o direito a nós de trabalhar durante quase uma semana", diz uma passageira indignada ao descer na estação de Sete Rios.

De acordo com o balanço mais recente, 11 comboios, em 27 possíveis foram suprimidos até às 6 horas desta terça-feira devido à greve dos trabalhadores das bilheteiras e revisores dos comboios urbanos de Lisboa da CP.

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