Turismo

Vacinas ajudam pouco ou nada à retoma do turismo

Vacinas ajudam pouco ou nada à retoma do turismo

O avanço nos planos de vacinação ao longo dos últimos três meses pouco ou nada vai ajudar a acelerar a recuperação do setor turístico nacional para níveis pré-pandemia, mostra um novo estudo da Comissão Europeia.

Este atraso reflete a extrema dependência ou exposição da economia ao turismo estrangeiro. As previsões apontam para uma retoma, sim, mas muito vagarosa. Mesmo com vacinas.

No início deste ano, quando começaram a ser administradas em larga escala as vacinas (no caso concreto nacional, foi no final de 2020, a 27 de dezembro), Bruxelas ainda estava indecisa sobre se isso se podia reverter num risco claramente positivo para as previsões ou negativo, pois teriam de ser incorporados os efeitos na atividade de eventuais atrasos na produção e entrega de vacinas (como veio a acontecer no caso da AstraZeneca, aliás).

No início de janeiro, a vacinação em Portugal e no Mundo tinha acabado de arrancar. Mas a CE assumiu na altura, para Portugal, que o turismo poderia experimentar uma "recuperação notável no verão, particularmente nas viagens entre países da União Europeia, seguida de um ritmo mais gradual daí em diante".

Mais de três meses volvidos, o cenário da vacinação na maior parte dos países é totalmente diferente.

Portugal tem mais de 4,4 milhões de doses administradas, o que significa que cerca de 40% da população já levou pelo menos uma injeção e mais de 11% já está totalmente imunizada. A maioria dos parceiros económicos de Portugal e de muitos mercados importantes em termos de emissões de turismo, sobretudo europeus e Estados Unidos, estão mais ou menos neste ponto, também.

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Ânimo no 3.º trimestre

Mas na quarta-feira, a Comissão Europeia manteve os prognósticos para o turismo, embora tenha subido um pouco a fasquia para a economia em geral, o que significa que outros setores (os que mais podem beneficiar do PRR-Plano de Recuperação e Resiliência) vão crescer melhor do que o esperado.

Ontem, a CE disse que as condições da economia portuguesa pioraram ligeiramente desde fevereiro por causa da covid-19 e dos confinamentos. Mas o cenário para o turismo, após três meses de avanços no processo de vacinação, está igual. A CE acredita que o turismo ganhe velocidade no 3.º trimestre, mas os níveis pré-pandémicos só serão alcançáveis em 2023.

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