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Venda de portáteis dispara 148% à boleia das escolas

Venda de portáteis dispara 148% à boleia das escolas

Inforlandia entregou mais de 200 mil portáteis nos primeiros seis meses. Lenovo e JP Sá Couto completam o pódio das empresas que venderam mais.

Entre janeiro e junho, as vendas de portáteis dispararam para dar resposta ao ensino e ao trabalho remotos devido à pandemia de covid-19. Foram comprados perto de 760 mil notebooks, que geraram vendas de 428 milhões de euros. Em unidades, registou-se um incremento de 148% e em valor de 92%. Os dados são da consultora para o mercado tecnológico IDC e não deixam margem para dúvidas: as escolas e as casas portuguesas estão cada vez mais digitais.

"O primeiro semestre de 2021 foi o segundo melhor semestre de sempre em termos de unidades vendidas e valor de vendas", só suplantado em 2009, revela Francisco Jerónimo, vice-presidente associado de terminais da IDC EMEA. Este crescimento excecional na venda de portáteis prendeu-se essencialmente com a educação. "Quase metade das vendas no semestre - 183 milhões de euros - foram para este setor", frisa o responsável. O impulso veio das grandes encomendas do Governo, feitas a 31 de dezembro de 2020. Um dos fornecedores ao Estado, a Inforlandia, vendeu mais de 200 mil unidades na primeira metade do ano, sendo que 145 mil foram no primeiro trimestre. No top 3 nas vendas para a educação estão ainda a Lenovo, com 110 mil portáteis, e a JP Sá Couto, com 96 mil.

Se é indiscutível o impulso da educação no negócio, as alterações nos modelos de trabalho também são relevantes. Como lembra Francisco Jerónimo, "as empresas continuam a comprar computadores para dar aos seus funcionários" em teletrabalho, apostando em máquinas com mais capacidade e segurança, e as famílias também abriram os cordões à bolsa para responder às necessidades do emprego e do ensino.

Sofisticados em alta

Dentro do segmento computadores, os portáteis foram os aparelhos mais procurados no primeiro semestre, mas também os desktops (computadores fixos) e os workstation (modelos mais sofisticados) viram as vendas subir, embora de forma bem mais residual. No total, foram vendidas quase 830 mil unidades entre janeiro e junho deste ano (mais 120% do que em igual período de 2020), que geraram uma faturação superior a 474 milhões de euros (mais 77%).

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