Economia

Vendas de carros usados crescem mais que as de novos

Vendas de carros usados crescem mais que as de novos

As vendas de carros usados estão a crescer, por comparação com as de novos. O fenómeno é mais evidente em Portugal do que em outros países europeus e um estudo da Cetelem mostra que decorrem outras mudanças no mercado e que se reflectem por cá.

Este estudo, efectuado em oito países e com base em dados de 2009, mostra ainda que a idade média dos que compram carros novos aumenta todos os anos.

Neste âmbito, Portugal segue a tendência, embora seja, do painel, o país onde mais jovens com idade inferior a 30 anos compram automóveis novos.

O estudo atribui estas conclusões essencialmente a dois motivos. Por um lado, a população europeia está a envelhecer, o que faz com que a tendência referida seja uma consequência directa disso.

Por outro, e ainda segundo a Cetelem, não há no mercado dos automóveis novos oferta que corresponda de forma totalmente adequada ao que procuram os jovens. O carro "ideal" teria um posicionamento de preço de baixo custo, mas sem descurar a estética, nem as motorizações mais amigas do ambiente. E a Cetelem exemplifica: uma espécie de Dacia Duster híbrido.

Os construtores de automóveis, no entanto, têm estratégias globais. E se as vendas na Europa têm mostrado que tendem para a estagnação cada ano que passa, globalmente verifica-se o inverso.

Mesmo assim, Hélder Pedro, secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal, considera que já há uma boa oferta por parte das marcas, "simplesmente a expressão 'baixo custo' só se aplica à componente de preço que diz respeito aos construtores, quando em Portugal o principal problema são os impostos, especialmente se comparados com os restantes países que serviram de base ao estudo".

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"A nossa fiscalidade, agravada ainda pela dupla tributação, é também uma das explicações para o rácio de vendas entre novos e usados. É que o preço destes últimos não aparece tão agravado. É mais apelativo e a oferta é boa. Há muitos semi-novos que constituem boas oportunidades de negócio. Esta é, de facto, uma oferta de baixo custo", explica aquele responsável.

E finaliza: "E isto serve também de explicação para o facto de os jovens comprarem relativamente poucos carros novos".

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