O "Jornal de Notícias" experimentou o X na versão 90D, de 350 cv, com uma autonomia que pode atingir os 489 km. A imagem de marca deste enorme SUV são as portas traseiras, as "Falcon Wings", que facilitam o acesso aos bancos traseiros.

Condução

O JN experimentou o novo modelo da Tesla

O JN experimentou o novo modelo da Tesla

A Tesla deve ser um dos fabricantes automóveis que mais entusiasmo e curiosidade suscita, seja pelo modo de propulsão utilizado (motores elétricos), pelas elevadas performances ou pelos avanços que tem feito na condução autónoma. Finalmente presente em Portugal, a marca norte-americana estará três meses no Porto, na Casa da Música, com os modelos S e o X, a mais recente novidade da marca, um SUV que o JN experimentou. Não fora o preço (a partir dos 103 mil euros) e este seria o familiar perfeito.

O ensaio foi curto (cerca de duas horas), mas deu para perceber que o X é muito mais do que um mero compêndio de tecnologia. É visualmente impactante, quanto mais não seja pelas dimensões (tem 5,037 metro de comprimento e 2,271 de largura) e pelo enorme para-brisas, que se prolonga até aos encostos de cabeça dos passageiros da frente. E, em dia de calor, não transforma o habitáculo numa sauna.

Mas a imagem de marca deste enorme SUV são mesmo as portas traseiras, denominadas de Falcon Wings (Asas de Falcão), que abrem para cima. A marca assegura que facilitam os acessos aos bancos traseiros, o que é bem verdade, e que, em locais apertados, como estacionamentos em "espinha", necessitam de menor espaços do que as portas convencionais.

Por terem duas articulações, quando detetam obstáculos, como um veículo estacionado demasiado próximo, as portas abrem primeiro para cima, num movimento vertical e só depois na horizontal. Os sensores impedem, igualmente, que batam no teto.

No movimento de fecho, e por uma questão de segurança, as portas param e voltam a subir caso detetem algum impedimento.

Ligação gratuita à internet

Antes de nos pormos em marcha, houve necessidade de um breve briefing sobre as características deste Tesla X e a forma como tudo é comandado através do enorme monitor "touch", de 17 polegadas. Os dois únicos botões na consola acionam os quatros piscas e abrem o porta-luvas. Tudo o resto, e é muito, deve ser configurado antes de iniciar a condução.

No volante há apenas dois comandos, um para o volume de som e outro que permite alterar as informações apresentadas no painel de instrumentos.

O X está permanentemente ligado à internet, num serviço gratuito assegurado pela Tesla durante toda a vida útil do veículo, que também oferece a assinatura do Spotify. E é através dessa ligação à internet que o construtor introduz melhoramentos constantes nos seus veículos.

Por exemplo, os clientes queixavam-se que a ventilação tinha poucas velocidades (6) disponíveis. À distância, a fábrica efetuou um "upgrade" em todos os veículos, elevando para 11 as velocidades de regulação.

Apesar deste Tesla estar recheado de ajudas à condução e de sistema de segurança ativa e passiva, em Portugal não disponibiliza nenhuma ajuda à condução que permita largar o volante, embora tenha montados todos os sensores e câmara necessárias.

Mas foi tranquilizador saber que todo o ar exterior tem de passar por um filtro HEPA antes de entrar no habitáculo e que podemos, em caso de guerra biológica, pressurizar a cabine do X, com o ar interior a ser permanentemente reciclado...

A panóplia de equipamentos e de pequenos detalhes deste SUV é imensa. Por exemplo, para aceder aos dois últimos bancos (no caso de a configuração escolhida ser a de seis ou sete lugares) existe uma tecla nas costas dos bancos da fila do meio, que os faz avançar em conjunto com os da frente.

Um outro gadget permite fechar automaticamente a porta do condutor quando se pressiona o pedal do travão. E todas as portas podem ser comandadas na chave, que tem a forma de um Tesla S e que deveria ter teclas visíveis, ou no monitor central.

Acelerações fulgurantes

O JN experimentou o X na sua versão 90D, de 350 cv , com uma autonomia que pode atingir os 489 km, tração às quatro rodas e cerca de 2,5 toneladas de peso. Impressionante é a aceleração dos 0 aos 100 km/h, que demora apenas cinco segundos.

A condução deste imenso SUV não poderia ser mais fácil e relaxante. A alavanca no volante só tem duas posições (basicamente, para a frente e marcha atrás) e quase podemos esquecer o pedal do travão, pois mal deixamos de acelerar o carro abranda e para.

A potência e, mais do que isso, o binário disponível mal pisamos o acelerador, permitem-lhe uma desenvoltura insuspeita e em momento algum se notam os 2500 quilos de tara. Todos os comandos são suaves, o interior bem acabado, luxuoso e com muito espaço.

Mesmo na versão de 6/7 lugares, há sempre espaço para bagagens, pois todos os Tesla dispõem também de uma bagageira à frente, dada a ausência de motor.

A colocação das baterias sob o piso permite um centro de gravidade muito baixo e um bom comportamento em estrada. A confiança é tanta que a Tesla garante que o X não capota.

Garantias alargadas

O Tesla X tem uma garantia de oito anos, com quilometragem ilimitada para a bateria e motores elétricos e de quatro anos ou 80 000 km para os restantes componentes.

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