Economia

Vieira da Silva considera medidas de austeridade como "inevitáveis"

Vieira da Silva considera medidas de austeridade como "inevitáveis"

O ministro da Economia considerou hoje, terça-feira, que o tempo para corrigir o desequilíbrio externo do país tornou-se mais curto e que as medidas de austeridade anunciadas recentemente pelo Governo eram "inevitáveis" e necessárias para assegurar o financiamento da economia.

Vieira da Silva, que falava à margem da conferência Portugal em Exame, disse que estas "são medidas inevitáveis que se não fossem tomadas tornariam o financiamento da economia muito difícil" e saudou mais uma vez a resposta da União Europeia à crise das dívidas soberanas, com o mecanismo de apoio ao financiamento dos países.

"Este problema não é um problema da economia portuguesa, é um problema da zona euro (...) Não há nenhuma resposta individual de nenhum país da União Europeia, que por si só chegue para ultrapassar as dificuldades que temos, tem de ser uma acção combinada da União Europeia e dos países, e é isso que está a acontecer" disse o ministro da Economia.

"O objectivo do Governo é naturalmente cumprir os seus objectivos de reequilíbrio das contas externas com a rapidez que for necessária e é isso que faremos", garantiu o governante.

Durante a sua intervenção, o responsável sublinhou a necessidade de corrigir a fragilidade estrutural do crescimento económico, (fraco crescimento crónico da economia portuguesa) considerando ainda que o tempo para corrigir "a evolução do nosso desequilíbrio externo se encurtou".

Para reduzir o desequilíbrio externo é preciso reduzir, de forma sustentada, o défice da balança energética e através do crescimento das exportações, segundo Vieira da Silva.

Para além da aposta na produção na energia, o ministro deu particular destaque à melhoria das exportações, um dos principais pontos do programa de Governo e onde o executivo assenta uma boa parte da recuperação da economia.

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"O reforço da orientação exportadora da nossa economia é imperioso que seja um fator de verdadeira mobilização nacional", afirmou, dando particular destaque à evolução dos acontecimentos recentes que vão "exigir" uma recuperação "mais acelerada" do desequilíbrio externo.

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