Economia

Vigília em Belém será o ponto alto de semana de protesto da CGTP

Vigília em Belém será o ponto alto de semana de protesto da CGTP

Arménio Carlos anunciou esta terça-feira que a CGTP vai organizar, dia 19 de dezembro, uma vigília em Belém, junto à Presidência da República. Marcado já para as 18.30 horas, o protesto vai exigir a demissão do Governo, o envio para o Tribunal Constitucional do Orçamento de Estado e a convocação de eleições antecipadas.

Este protesto frente à Presidência da República será o ponto alto de uma semana de ações de luta em todo o país, anunciada esta terça-feira por Arménio Carlos, que decorrerá entre 16 e 20 de dezembro.

Durante o protesto que decorre esta manhã em frente à Assembleia da República, a CGTP anunciou ainda o lançamento de um movimento pelo aumento de todos os salários.

Os manifestantes da CGTP chegaram cerca das 11 horas desta terça-feira ao largo fronteiro da Assembleia da República. Divididos em dois grupos, entoavam as tradicionais palavras de ordem como "está na hora do Governo ir embora" ou "é preciso, é urgente, uma política diferente".

Antes da intervenção do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, os manifestantes deixavam já críticas ao Orçamento de Estado e, aqui e ali, não passavam despercebidas referências à subida das escadarias protagonizada há dias por elementos das forças de segurança. "Quero ver se hoje nos deixam subir", comentava uma mulher junto ao palco.

Frente à Assembleia estão pessoas que vieram de diversos pontos do país, animados pelo mesmo objetivo: protestar contra a aprovação do Orçamento de Estado.

As primeiras pessoas começaram a concentrar-se logo ao início da manhã em frente à escadaria da Assembleia da República, para cujas escadarias foram lançados cravos vermelhos.

O ambiente tem-se mantido calmo, com a Polícia a formar um cordão de segurança em frente à escadaria e a observar discretamente o que se vai passando, ao som de temas de Zeca Afonso.

Entre os milhares de manifestantes, distingue-se um grupo que viajou propositadamente do Porto para protestar contra a aprovação do Orçamento de Estado.

Os manifestantes viajaram de autocarro, tendo saído da Invicta cerca das 6 horas. Chegaram convictos e, tal como todos os outros, não escondem a indignação contra os cortes anunciados.

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