Economia

Vítor Gaspar e troika partilham responsabilidades no falhanço das previsões

Vítor Gaspar e troika partilham responsabilidades no falhanço das previsões

A economista Teodora Cardoso considera que as responsabilidades pelo falhanço nas previsões económicas que estiveram na base do programa internacional de resgate a Portugal devem ser divididas entre o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e a troika.

"Não é um problema só do ministro [das Finanças]. É dele e é da troika [Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional]", afirmou aos jornalistas a economista Teodora Cardoso, à margem do Fórum das Políticas Públicas, organizado pelo pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), em Lisboa.

"Quando o programa foi feito, havia expectativas diferentes [sobre a evolução económica internacional e portuguesa], do nosso lado e da troika. Pela nossa parte, acreditámos que cumprindo o programa, a situação iria ser de menor gravidade. Do lado da troika houve otimismo. Olharam para o passado e não contaram que, devido ao enquadramento internacional, o choque fosse tão grande", opinou.

Teodora Cardoso justificou ainda as diferenças entre as previsões que foram tidas em conta em 2011, quando o memorando de entendimento entre Portugal e a troika foi assinado, e as anunciadas recentemente, após o final da sétima avaliação feita pelas autoridades internacionais ao país, que na sua opinião se devem ao agravamento da crise internacional.

"As previsões económicas internacionais têm sido sucessivamente revistas em baixa e isso tem implicações fortes em Portugal", salientou.

Segundo a economista, que preside o Conselho de Finanças Públicas, Portugal devia ter começado mais cedo as reformas institucionais que agora têm sido amplamente debatidas na sociedade portuguesa. "Confiámos que o programa da troika era suficiente", sublinhou.

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