Covid-19

Volume de negócios da Pfizer subiu 77% no primeiro trimestre

Volume de negócios da Pfizer subiu 77% no primeiro trimestre

O grupo farmacêutico Pfizer registou um volume de negócios de 25,7 mil milhões de dólares (24,3 mil milhões de euros) no primeiro trimestre, o que se deve essencialmente à venda da vacina contra a covid-19.

Este montante representa uma subida de 77% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre janeiro e março, o lucro líquido do grupo atingiu 7,9 mil milhões de dólares (cerca de 7,5 mil milhões de euros), um lucro por ação de 1,62 dólares, acima das previsões do mercado.

A empresa manteve a sua previsão de conseguir 22 mil milhões de dólares com a venda dos comprimidos anticovid-19, Paxlovid, no conjunto do ano.

Por outro lado, foi revista em baixa a estimativa de lucro anual, principalmente devido a uma alteração do procedimento usado para o apurar.

A Pfizer prevê um lucro por ação entre 6,25 e 6,45 dólares, quando anteriormente previa entre 6,35 e 6,55 dólares.

As previsões para o volume de negócios anual ficam entre 98 e 102 mil milhões de dólares. As vendas da vacina Cominarty (contra a covid-19) devem atingir 32 mil milhões de dólares.

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"Continuamos as entregas de Cominarty, que continua a ser uma ferramenta crucial para ajudar [...] a evitar os piores efeitos da pandemia de covid-19", comentou o presidente executivo da Pfizer, Albert Bourla, citado num comunicado.

"Estamos no bom caminho para conseguir cumprir o nosso compromisso de entregar 2 mil milhões de doses a países de baixos e médios rendimentos em 2021 e 2022, incluindo pelo menos mil milhões este ano", acrescentou.

Sobre a invasão russa da Ucrânia, o grupo lembrou que manteve as entregas humanitárias de medicamentos na Rússia, mas que todos os lucros das suas sucursais no país servem para financiar a ajuda humanitária ao povo ucraniano.

A Pfizer indicou ainda que já não vai iniciar mais testes clínicos na Rússia, nem recrutar novos pacientes para os ensaios em curso e falou na suspensão de futuros investimentos em parcerias locais destinadas à construção de fábricas.

As ações da Pfizer recuavam 1,2% nas operações eletrónicas que antecedem a abertura de Wall Street.

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