Economia

Vulcão: 281 voos cancelados em Portugal

Vulcão: 281 voos cancelados em Portugal

O conjunto dos aeroportos geridos pela ANA (Aeroportos de Portugal), incluindo o Aeroporto da Madeira gerido pela ANAM, registou o cancelamento de 281 voos até às 17 horas locais, na sequência da nuvem de cinza vulcânica.

Assim, no aeroporto de Lisboa foram cancelados 76 voos, sendo que 37 se referem a partidas e 39 a chegadas, verificando-se atrasos nas chegadas e partidas, revela a ANA em comunicado.

O mesmo acontece no aeroporto Francisco Sá Carneiro (Porto), onde foram cancelados 19 voos sendo que oito se referem a partidas e 11 a chegadas.

Ainda no Continente, foram cancelados em Faro 95 voos, sendo que 48 se referem a partidas e 47 a chegadas.

Nos Açores, em Ponta Delgada foram cancelados 16 voos sendo que oito se referem a partidas e oito a chegadas. O mesmo aconteceu na Horta, com 12 voos cancelados, sendo que seis se referem a partidas e seis a chegadas.

À semelhança do que aconteceu nas Flores, também no aeroporto de Santa Maria foram cancelados dois voos, em ambos os aeroportos os cancelamentos dizem respeito a uma partida e a uma chegada.

No aeroporto da Madeira, infraestrutura gerida pela ANAM, foram cancelados 59 voos, sendo que 29 se referem a partidas e 30 se referem a chegadas.

Nuvem é pouco densa e partículas são da semana passada

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A nuvem de cinzas provocada pelo vulcão islandês é pouco densa e as partículas que estão a perturbar o tráfego aéreo na Europa e em Marrocos datam da semana passada, indicou Björn Oddsson, geólogo islandês da Universidade de Reiquejavique.

"Hoje, a coluna que se eleva do vulcão não é negra e já não é tão densa", explicou à agência France Presse.

Na quinta-feira, quando retomou subitamente a actividade, o vulcão emitiu entre 300 e 400 toneladas de cinzas por segundo. Nos últimos dias tem expelido em média 50 toneladas por segundo.

 A circulação no espaço aéreo europeu acabou por ser de novo perturbada, depois de ter estado praticamente paralisada durante os primeiros dias a seguir à erupção em Abril.

"A cinza que levou à suspensão de voos, na Europa, não é de hoje nem de ontem. É mais antiga", sublinhou Oddsson, acrescentando que mesmo que o vulcão pare de expelir cinzas, o problema pode continuar por mais duas semanas.

Os cientistas ainda não registaram qualquer sinal que permita prever o fim da erupção.

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