Segundo dia

JN North Festival foi a pista de dança de Schulz e Diablo

JN North Festival foi a pista de dança de Schulz e Diablo

Após dez atuações no palco principal do JN North Festival, o recinto da Alfândega do Porto transformou-se numa pista de dança ao ar livre. Primeiro à boleia de Robin Schulz , depois com Don Diablo. A energia do público parecia não ter fim e as imagens coloridas também não. O final, arrebatador, é a memória que vai permanecer quando o segundo dia do JN North Festival for lembrado.

A entrada em palco de Robin Schulz foi o momento de viragem do JN North Festival. Confetis, fogo e fogo de artifício logo levaram ao delírio as milhares de pessoas que marcaram presença esta sexta-feira à noite na Alfândega do Porto. Com tal entrada em cena, o público ficou logo convencido, mas a panóplia de remixes de canções conhecidas que o alemão trazia na bagagem é que lhe deu honras de atuação inesquecível.

A carreira do dj e produtor saltou para a ribalta com o remix de "Waves", de Mr. Probz. Foi logo a segunda a passar no JN North Festival, para gáudio da multidão que logo reconheceu a melodia tão tocada em tudo quanto é discoteca do género em Portugal. Seguiu-se "Why Boy", de Steff da Campo e Dave Crusher, numa toada vibrante que só cessou uma hora depois e passou por remixes de Felgut ("Sometimes"), Florence + The Machine ("You"ve got the love") ou Avicii ("Waiting for love").

Um Don do futuro

Para os que estavam a dançar desde o primeiro minuto da atuação de Robin Schulz, o mau foi mesmo ter acabado. No entanto, a espera pelo set de Don Diablo foi curta. O neerlandês apresentou-se com um future house mais produzido, eclético e inteligente que o antecessor.

O set incidiu sobre produções da Hexagon, a editora discográfica de Don Diablo, ainda que tenha passado por muitos temas alheios, como "Right here, Right now" e "The Rockafeller Skank", ambas de Fatboy Slim, ou "One More Time", de Daft Punk, o que também não deixou ninguém com os pés no chão. A homenagem a Avicii, conceituado dj que morreu em 2018, também não foi esquecida, com a "Without You".

Na tela traseira do palco, não raras vezes passavam imagens da festa em direto, graças às câmaras instaladas na mesa de som de Don Diablo. O que aquela tela passou foi uma festa rija e longa de cerca de uma hora e meia do neerlandês na Alfândega. Don Diablo alternava entre estilos amiúde e chegou a passar do drum & bass do duo neerlandês T & Sugah para o new wave dos A-ha, com a "Take on Me".

Perto do fim houve "Hide and Seek", uma edição de Don Diablo da música de Danny Olson, ante um jogo de luzes vermelhas e chamas constantes a brotarem do fosso que separa o público do dj. Lá na frente já voavam copos, saltitava uma bandeira dos Países Baixos e raros eram os que não pulavam ao som da batida.

Seguiu-se o grande êxito de Avicii, "Wake me up", acompanhado de grandes quantidades de fumo branco e novas rajadas de alegria. "Obrigado Porto", disse Don Diablo, em bom português, antes de acabar com uma versão de Mr. Brightside, dos The Killers, secundada por uma sessão de fogo de artifício e a mensagem de fundo: "Thank you hexagonians".

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