JN North Festival

Linda Martini: "A sensação de estar novamente neste ambiente de liberdade é muito boa"

Linda Martini: "A sensação de estar novamente neste ambiente de liberdade é muito boa"

Banda lisboeta pisa esta quinta-feira o palco do JN North Festival. As expectativas, dizem, "são as melhores".

Os Linda Martini lançaram este ano o sexto álbum, "Êrror". Nascidos em 2003 e reduzidos a trio após a saída do guitarrista Pedro Geraldes, acreditam que a Alfândega do Porto é o cenário indicado para a apresentação deste novo registo. Cláudia Guerreiro e André Henriques conversaram com o JN acerca das expectativas para o concerto desta quinta-feira.

Qual a sensação de voltarem aos palcos após o período pandémico?

Cláudia Guerreiro: Nós voltamos aos palcos em fevereiro, quando lançamos este disco, mas este é o primeiro festival. Quando estávamos a fazer os testes de som, por ser ao ar livre, senti-me mesmo muito bem. A sensação de estar novamente neste ambiente de liberdade, que espero que seja real, é muito boa. É aquilo que nós fazemos. Fazemos discos para partilhar a música com os outros, não temos interesse em mantê-la dentro da sala de ensaios.

Quais as expectativas para o concerto que vão realizar esta quinta-feira?

André Henriques: São as melhores, pelas razões que a Cláudia disse. Por estarmos de volta aos festivais e por estarmos de volta ao Porto, que é uma cidade de que gostamos muito e onde já tocamos várias vezes, inclusive na edição de 2019 do North Festival. As expectativas só podem ser as melhores, até porque temos um disco novo às costas, do qual gostamos muito.

C.G.: Estou muito feliz com o resultado porque neste festival há a possibilidade de fazermos uma coisa com impacto visual, devido ao cenário. Acho que vai correr muito bem.

Acham que este concerto vai superar o da edição de 2019?

A.H.: Não fazemos ideia. O concerto vive, obviamente, da nossa energia, mas também de quem está na plateia, logo nunca sabemos como vai correr. Eu tenho boas memórias de quando estivemos cá a última vez, foi um concerto muito fixe, como costumam ser todos os que fazemos no Porto. Mas o mais importante é divertirmo-nos, porque é um gozo muito grande estarmos no palco juntos e fazermos música juntos

C.G.: E o que nos fica na memória é sempre o último. As memórias vão-se substituindo, por isso se hoje correr mal, é este que nos vai ficar na memória [risos]. Se correr muito bem, também é este que nos vai ficar na memória.

Há alguma surpresa preparada para a noite desta quinta-feira?

C.G.: As músicas novas são a surpresa, porque ainda não as tocamos junto ao rio. Já as tocamos no Porto, mas não aqui [risos].

No concerto desta quinta-feira, o público pode contar com músicas mais antigas, êxitos da vossa carreira, ou apenas músicas mais recentes?

A.H.: O que nós temos estado a fazer nesta tour de apresentação do disco é focarmo-nos, maioritariamente, neste projeto mais recente. Claro que também voltamos atrás. Apanhamos aqui algumas coisas que gostamos de tocar ao vivo e que as pessoas também gostam de ouvir, que estão mais na memória. Mas o ponto forte é o disco novo.

Tocar no Porto tem um sabor diferente para vocês?

C.G.: Sim, é inevitável. Somos sempre muito bem recebidos, temos uma base sólida há muitos anos, tanto no Porto como em Lisboa. Nós vivemos em Lisboa, aqui vimos menos vezes e, por isso, é sempre mais agradável. Estares a ir a um sítio que gostas, onde és muito bem recebida, é ótimo.

Vocês eram um quarteto, mas este ano foram reduzidos a trio. Como está a ser o processo de transição?

A.H.: Acontece na vida das pessoas. As relações passam por várias fases, nós estamos juntos há muitos anos. Coisa rara é conseguir aguentar uma banda tantos anos sem fazer alteração dos elementos.

C.G.: E a nossa já tinha tido uma alteração [Sérgio Lemos, guitarrista, abandonou os Linda Martini em 2008].

A.H.: Nós vamos fazer 20 anos no próximo ano e, quando começámos, éramos cinco. Tínhamos três guitarras, depois passámos a duas e estivemos estes anos todos com duas. As pessoas têm expectativas diferentes ou têm encontros e desencontros. O que acabou por acontecer foi que sentimos que queríamos tocar este disco, estávamos muito contentes por o fazer, e queríamos estar todos com esse pé a bordo. Mas foi isso, não há mais explicações a dar.

Porque é que o público não pode faltar ao concerto desta quinta-feira?

C.G.: Porque não sei quando voltámos ao Porto e, da próxima vez que voltarmos, podemos não tocar tantas músicas deste disco. Naturalmente os concertos vão mudando, quando estamos a apresentar um disco a atuação foca-se nesse disco. Depois temos de começar a colocar outras músicas, por isso, provavelmente, é a última oportunidade de ouvir este disco quase na íntegra.

A.H.: E a cenografia para este disco também é muito interessante. Nós conseguimos casar muito bem a capa, que é da autoria da Cláudia, e o espetáculo visual que nos acompanha. Já tocámos [este disco] no Porto, no Plano B, e foi um concerto incrível, mas era um espaço pequenino. Agora, fazer isto com esta dimensão, com um ecrã tão grande por trás, dá um gozo acrescido.

Já têm algum projeto para o futuro?

C.G.: As nossas perspetivas de futuro são sempre as mesmas. Lançamos um disco, tocámo-lo e depois queremos fazer outro. Mas não sabemos em que formato, não sabemos quando, não sabemos como e com quem, se seremos só nós os três ou se será mais alguém. Ainda não temos nada pensado, é muito cedo.

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