Planalto Beirão

Pensar hoje o futuro

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Há 28 anos a gerir os resíduos sólidos urbanos, a Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão lançou um programa de modernização e requalificação do seu sistema. Para que pensar hoje o futuro seja mais fácil e eficaz para todos.

Há quase três décadas que a Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB) trabalha com o objetivo de cuidar e preservar o seu património natural. Um património constituído por serras e vales, florestas e rios, pequenas aldeias e cidades, de beleza singular e valor imensurável.

É a sua gente também, acolhedora e orgulhosa das suas raízes, uma das mais-valias da região. Porém, estes mesmos núcleos populacionais constituem um dos maiores riscos ao equilíbrio do planalto Beirão pela produção de resíduos sólidos urbanos. Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, em 2017 a produção total de resíduos urbanos em Portugal continental foi de aproximadamente 4,75 milhões de toneladas, correspondendo a uma capitação anual de 483 kg por habitante; ou seja, uma média de 1,32 kg por habitante, por dia. Mas e se pudéssemos não só reduzir esse número como também garantir que estes resíduos dão vida a novos produtos?

Fundada por dez municípios em 1991, quando "gestão de resíduos" era ainda um tema totalmente desconhecido pela maioria dos portugueses, a AMRPB surgiu para trazer à região um sistema integrado de gestão de resíduos sólidos urbanos, que permitisse encontrar soluções de valorização e tratamento dos mesmos e, assim, proteger o ambiente e a paisagem onde se insere. Hoje, são já 19 os municípios que lhe estão associados: Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Gouveia, Mangualde, Mortágua, Nelas, Oliveira de Frades, Oliveira do Hospital, Penalva do Castelo, Sta. Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, Seia, Tábua, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela.

Cresceu a associação, evoluiu o conhecimento, a tecnologia à disposição, a informação junto do público, que hoje está alerta para as consequências que os resíduos têm no ambiente e na saúde - mas cresceu também a urgência de ação. Porque é urgente encontrar novos caminhos, na prevenção e gestão de resíduos, e sensibilizar a população a segui-los. É urgente tornar mais simples e eficaz o processo de recolha, separação e transformação dos mesmos. É urgente proteger a região, o país, o planeta. E foi por isso que a AMRPB lançou um programa de modernização e requalificação do seu sistema, com um investimento global superior a 18 milhões de euros, integrando diferentes áreas de ação, como educação ambiental, expansão da rede de deposição de resíduos recicláveis, implementação de projetos-piloto de "ilhas" de recolha seletiva com tecnologia inovadora, a modernização da central de triagem de Tondela, a requalificação da estação de transferência de Vouzela e o alargamento da frota de viaturas de recolha de resíduos, incluindo as que fazem recolha porta a porta no comércio, entre outras iniciativas. O objetivo é aumentar para 80% a preparação para a reutilização e a reciclagem de RSU (papel, cartão, plástico, vidro, metal, madeira e Resíduos Urbanos Biodegradáveis), contribuindo, entre outros benefícios, para a redução da emissão de gases com efeitos de estufa, protegendo o ambiente. Para pensar hoje o futuro - e garantir que as serras e vales desta região se mantêm igualmente verdes, amanhã.