PRÓSTATA DE LÉS A LÉS

Mitos e Factos do Carcinoma da Próstata

Mitos e Factos do Carcinoma da Próstata

Em seis grandes tópicos abordam-se neste artigo boa parte da problemática oncológica relacionada com o carcinoma da próstata, termo médico que designa o que vulgarmente conhecemos por cancro da próstata.

1) Os Sintomas

Os sintomas do cancro da próstata são muitas vezes confundidos erradamente com problemas urinários e de disfunção sexual. Na dúvida consulte um médico. Trata-se de uma doença silenciosa e que não provoca dor nas fases iniciais. Os tumores não provocam queixas, mas quando acontecem é sinal de desenvolvimento para estado grave e demasiado avançado. A grande maioria dos tumores na próstata são benignos e não se transformam em cancros e nestes casos dão origem a muitas queixas urinárias desde cedo.

2) O Diagnóstico Precoce

Os homens devem ser responsáveis pela sua saúde com visitas periódicas ao médico de família. Na generalidade dos casos a idade correta para o exame da próstata é a partir dos 45 anos. O diagnóstico faz-se com uma análise sanguínea PSA (antigénio específico da próstata) e toque retal. Em Inglaterra, 4 em cada 10 casos de cancro da próstata são detetados através de um exame de toque retal de rotina ou urgência. A biópsia pode ser um dos exames requeridos para confirmar um diagnóstico positivo. Muitos homens com cancro da próstata conseguem viver vários anos com a doença. Além da cirurgia existem outros métodos de tratamento como a radioterapia, hormonoterapia e/ou quimioterapia. Após o diagnóstico nem sempre o tratamento é imediato. Em determinados casos é praticada a vigilância ativa da doença.

3) O PSA

O diagnóstico precoce faz-se com análise sanguínea PSA (antigénio específico da próstata) e toque retal. Ter PSA elevado não significa ter cancro da próstata porque se trata de um marcador de doenças da próstata e pode aumentar por outros motivos (outras doenças, medicamentos, etc). Uma simples inflamação, um traumatismo, um tumor benigno ou um cancro, podem fazer subir o PSA. Não há um valor a partir do qual se diagnostique o cancro da próstata que até pode apresentar valores normais do PSA. Alguns medicamentos podem fazer artificialmente baixar o valor do PSA numa análise, mas o uso desses medicamentos não garante a redução do risco de ter cancro da próstata.

4) A Ereção

As doenças da próstata não significam necessariamente perda de ereção do homem. Sejam benignas ou malignas algumas alterações do aparelho urinário podem alterar a dinâmica sexual, do desejo ou da ejaculação e ter alguma interferência na ereção, mas não resultam diretamente de doença na próstata. Tumores benignos e cancro da próstata são doenças diferentes e também as respetivas cirurgias são necessariamente diferentes e com efeitos desiguais. As intervenções realizadas em quadros benignos desenham-se para aliviar as queixas urinárias e atuam longe dos mecanismos de ereção. Já para o tratamento do cancro da próstata, a cirurgia curativa exige a remoção total da glândula, pelo que pode existir alguma interferência na continência urinária e na função erétil. Ou seja, a cirurgia radical pode afetar a função erétil, mas na cirurgia da doença benigna não existe essa consequência.

5) O Sexo

Atualmente já é possível garantir que a maioria dos doentes retomem uma função erétil gratificante ao fim de alguns meses após a cirurgia curativa. É necessário, no entanto, assegurar boa preparação pré-cirúrgica, bem como acompanhamento médico, medicação e fisioterapia adequada logo após o tratamento.

6) A Idade

O cancro da Próstata está intimamente ligado com o envelhecimento, sendo a incidência muito superior em homens mais velhos, mas há exceções. Em média, cerca de 4 em cada 10 casos são diagnosticados em homens com menos de 65 anos. Se houver história familiar ou pertencer a uma etnia com maior incidência de cancro da próstata (a incidência em homens asiáticos é significativamente menor) deverá iniciar o despiste mais precocemente, a partir dos 45 anos.

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