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Mais de 100 pessoas apanharam beatas de cigarros do chão em Vila Praia de Âncora

Mais de 100 pessoas apanharam beatas de cigarros do chão em Vila Praia de Âncora

A iniciativa "Vila Praia de Âncora não é um cinzeiro" levou, este sábado de manhã, mais de uma centena de pessoas a recolher beatas de cigarro do chão e também praticar atividade física no areal e na avenida marginal daquela vila do concelho de Caminha.

Tratou-se de uma ação de plogging, conceito que nasceu na Suécia e que alia prática de exercício e recolha de lixo pelo caminho, promovida pelo "Jornal de Notícias" e pela TSF, em parceria com a Câmara Municipal de Caminha e o patrocínio da Tabaqueira.

Formado por população local e veraneantes, entre os quais alguns espanhóis, o grupo concentrou-se, cerca das 10 horas, na praça central que dá acesso à praia, onde foi instalado um "set up" para "check-in" e entrega aos 108 inscritos de um "gym bag" com garrafas de água, luvas descartáveis, sacos de lixo e cinzeiro portátil. Seguiu-se uma caminhada com mais de dois quilómetros pela praia e passeio marginal, ao longo do qual os participantes, a solo, em grupos de amigos e em família, recolheram beatas atiradas para o chão, enterradas na areia e até escondidas sob pedras. A ação decorreu de forma entusiástica e culminou com a deposição de cerca de 52 litros de beatas em contentores no local de partida.

"Apanhei muitas beatas. Fui procurar em sítios onde as pessoas não vêm. Até com os pés escavei para encontrar os 'tesouros' que estão por aí escondidos no areal", contou João Oliveira, natural de Lisboa e residente há alguns anos em Lanhelas, Caminha. O participante, que foi dos primeiros a chegar ao local de concentração, é um ex-fumador e admitiu que quando fumava "por vezes deixava as beatas na areia". Mudou entretanto a sua forma de agir. "Agora incentivo os amigos a usar um pequeno frasco de vidro com areia ou com água, para apagar e deixar os cigarros", descreveu, comentando que sempre que pode participa em ações como a deste sábado. "Deviam ser tomadas mais iniciativas destas porque o planeta precisa", concluiu.

Antonio Papa de Vigo (Galiza), que há cerca de 30 anos frequenta Vila Praia de Âncora, aderiu à ação, juntamente com a mulher. "Eu não fumo, mas a minha mulher sim. Temos um cinzeiro portátil há quatro ou cinco anos, que anda sempre connosco no carro", disse, referindo que, apesar de ter o saco do lixo já bem composto com beatas recolhidas da areia, aquela praia "não está muito mal". "Já vi praias muito piores, mas enfim, é uma coisa para a qual as pessoas se tem de consciencializar", acrescentou.

Participaram ativamente na recolha de resíduos de cigarros e deixando mensagens de sensibilização à população, os presidentes da Câmara de Caminha, Miguel Alves, e da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, Carlos Castro.

"Vila Praia de Âncora não é um cinzeiro, as nossas praias não são um cinzeiro e é por isso que temos quatro praias atlânticas e uma fluvial com bandeira azul. E gostámos de preservar essa marca azul que temos no nosso território", declarou Miguel Alves, notando que a iniciativa deste sábado serviu, por isso, "para consciencialização e para apelar à responsabilidade de todos". "Cabe à Câmara Municipal fazer pelo melhor na limpeza das praias, acautelar que o areal está condições, que a água garante a qualidade para os banhos, mas cabe também às pessoas fazer a sua parte", defendeu, recordando que "as beatas que são deitadas para o chão, demoram dez anos a degradar-se".

O autarca Carlos Castro destacou a quantidade de beatas que recolheu da areia, nos primeiros minutos após o arranque da ação. "Já tenho aqui [no o saco] dois ou três maços de cigarros", mostrou, comentando: "As pessoas sujam e não têm em conta que o planeta está a sofrer. Ainda bem que há estas iniciativas".

Após entrega do lixo, boa parte do grupo participou numa animada aula de Move na praia, com duas monitoras e música a acompanhar. O evento encerrou com a entrega dos certificados de participação.

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