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Paredes de Coura: um destino de portas abertas ao Mundo

Paredes de Coura: um destino de portas abertas ao Mundo
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No coração do Alto Minho pulsa uma vila sem igual. A fervilhar de cultura e história, abraçada pela natureza e abençoada pelo rio que lhe dá nome. Assim se encontra Paredes de Coura, o palco perfeito para celebrar o melhor que a vida nos dá.

A música não conhece fronteiras. Une geografias e línguas num único local onde lado-a-lado apreciam o mesmo espetáculo, como se fossem uma. Para que essa experiência de comunhão seja possível, contudo, é preciso existir um local que acolha os visitantes como se fossem já parte da família.

Há 30 anos, Paredes de Coura dá as boas-vindas a milhares de pessoas para um dos maiores festivais de música nacionais: o Vodafone Paredes de Coura. Recebido pela praia fluvial do Taboão, nas margens do rio Coura, foi também Valter Hugo Mãe, um dos maiores escritores portugueses da contemporaneidade. Na vila, o autor escreveu o seu mais recente romance - "As doenças do Brasil" -, mas não foi o único que se sentiu inspirado pela mesma. Também ali, no lugar de Venade, reside o escritor Mário Cláudio, Prémio Pessoa e o único autor português que já por três vezes venceu o Prémio da APE. A aldeia acolhe então o Centro Mário Cláudio, casa de parte significativa do espólio do escritor.

A alguns quilómetros da ponte romana de Rubiães, que une as margens do rio Coura, nasceu "A Casa Grande de Romarigães", pela mão de Aquilino Ribeiro. De páginas abertas, não temos oportunidade de apreciar apenas uma das maiores crónicas da literatura nacional, mas também nos é dada a oportunidade de ver o que de real tem a ficção na Casa do Amparo, a inspiração para a obra onde também viveu o seu autor e que está em processo de renovação para a dinamização enquanto polo cultural.

Não é difícil perceber por que é que tantos artistas se sentem atraídos pela região. Dois dias não bastarão para descobrir um concelho cujo tamanho não faz jus à quantidade de estórias que tem para contar e que se quer continuar a afirmar como Território Literário. Uma delas chama-se "Mundo ao Contrário", um festival cultural e aberto ao público. No final de julho, as ruas ganham múltiplas vidas através das peças de teatro, espetáculos de música e novo circo.

(Re)conhecer os nossos antepassados

Contudo, se quisermos realmente compreender a fundo Paredes de Coura, teremos de recuar à sua história. Transpor as suas fronteiras é como recuar no tempo, graças a um património histórico-cultural muito bem preservado. Essa viagem levar-nos-á bem atrás, aos tempos da Idade do Ferro. Em Cossourado encontra-se a Cividade, um povoado cheio de vestígios da real ocupação humana daquele espaço.

A caminhada pelos rastos do passado em Paredes de Coura não termina sem uma visita à Colónia Agrícola. Aqui, encontraremos a fusão de dois países: o de Portugal antes de o ser, antes de existirem fronteiras e quando os humanos erguiam mamoas para praticar os seus rituais; e o de Portugal sob o Estado Novo, quando as comunidades rurais se juntaram em torno da batata e do milho. A agricultura faz tão parte da vida do concelho que a sua importância é amplamente documentada no Museu Regional.

Paredes de Coura também tem uma enorme estima pelo seu património religioso e arquitetónico. A começar pela Capela do Espírito Santo, uma edificação restaurada no período barroco setecentista e reedificada no século XVIII. No seu interior, perdemo-nos a admirar as talhas douradas e pinturas e a passear pelo lindíssimo jardim, com um escadório do estilo "império". Maravilhado também ficará quem entrar na Igreja de S. Pedro de Rubiães, na freguesia de Rubiães. Construída em 1295, a igreja românica integra-se na rota dos peregrinos dos Caminhos de Santiago.

Um concelho que pensa no futuro

Depois de passear um pouco pelo passado que faz o presente dos habitantes de Paredes de Coura, chega a hora de olhar para o seu destino. Um destino que só continuará a concretizar-se graças às crianças. De modo a criar novas gerações curiosas e ávidas por aprender, o concelho criou a Caixa dos Brinquedos. Especialmente a pensar nos mais novos, neste espaço, as crianças podem brincar com Legos. Vizinha da Caixa dos Brinquedos é a Caixa da Música, lugar de concertos e residências artísticas, como a Escola do Rock.

A aprendizagem, porém, não se esgota nos limites de uma "caixa". Estende-se à vasta paisagem natural, mais do que nunca a necessitar de ser respeitada e preservada. Apenas dessa forma é possível deleitar-nos com a admirável Paisagem Protegida do Corno de Bico. De mãos dadas com as igrejas erguidas pelo homem, este é um local de culto totalmente natural para 500 espécies de flora e 180 espécies de fauna típicas, incluindo o icónico lobo-ibérico.

Ainda que temido, o lobo-ibérico é das espécies mais ameaçadas em Portugal. Como tal, a Casa da Biodiversidade ensina-nos a cuidar desta peça tão essencial no puzzle do planeta Terra quanto nós. Também o CEIA - Centro de Educação e Interpretação Ambiental se destina, diariamente, à investigação e divulgação dos recursos naturais da Paisagem Protegida.

De olhar posto no mar de verde que é a marca do concelho, uma melodia nos ouvidos e a herança dos antepassados nas nossas mãos. Assim deve ser visitada Paredes de Coura, um concelho que deixa uma marca permanente em todos os que o visitam. Assim que entrar, nunca sairá de facto.

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