EUA

Obama diz que "Estado Islâmico não tem lugar no século XXI"

Obama diz que "Estado Islâmico não tem lugar no século XXI"

O presidente Barack Obama considerou esta quarta-feira que um grupo como os "jihadistas" ultrarradicais do Estado Islâmico, que reivindicou a decapitação de um jornalista americano, "não tem lugar no século XXI".

"O Estado Islâmico não fala em nome de qualquer religião. Nenhuma religião manda massacrar inocentes. A ideologia deles é oca", disse Obama, apelando a uma mobilização para evitar que esse "cancro" se expanda.

O presidente norte-americano precisou ter falado com a família de James Foley após um homicídio que "choca a consciência do mundo inteiro".

O Estado Islâmico (EI) afirmou na terça-feira ter decapitado o jornalista norte-americano James Foley como represália pelos ataques aéreos no Iraque, noticia a Agência France Press (AFP).

Num vídeo difundido nesse dia na internet pelo grupo "jihadista`, o EI mostra um homem mascarado, vestido de preto, que parece cortar a garganta ao jornalista. James Foley, jornalista free-lancer, foi sequestrado por homens armados, na Síria, em novembro de 2012.

Ainda na terça-feira, a Casa Branca mostrou-se "horrorizada" com a possível decapitação do jornalista norte-americano James Foley pelo Estado Islâmico (EI), sublinhando que os serviços de inteligência estão a tentar verificar a autenticidade do vídeo difundido pelos "jihadistas".

"Vimos um vídeo que pretende mostrar a morte do cidadão americano James Foley pelo EI. Se for autêntico, estamos horrorizados com a morte brutal de um jornalista americano inocente", indicou Caitlin Hayden, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, em comunicado.

Esta quarta-feira, a Casa Branca e a polícia federal dos Estados Unidos validaram o vídeo que mostra o jornalista James Foley a ser decapitado por elementos do grupo extremista Estado Islâmico.

"Os serviços secretos dos Estados Unidos analisaram o vídeo, que mostra James Foley e Steven Sotloff (também jornalista), recentemente difundido. Chegámos à conclusão de que o vídeo é autêntico", disse Caitlin Hayden, porta-voz do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca.

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