Autárquicas

Pedro Nuno Santos empunhou revista polémica em comício no Marco de Canaveses

António Orlando

Pedro Nuno Santos empunhou revista polémica em comício no Marco de Canaveses|

 foto António Orlando/JN

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 foto António Orlando/JN

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"Ilustre" socialista respondeu às acusações de violação da lei eleitoral da coligação PSD/CDS e garantiu, que o IC35 vai ser uma realidade e quem vai inaugurar "somos nós e a Cristina Vieira"

"Aquilo que estive aqui a fazer, em finais de junho, foi o meu trabalho com o trabalho da presidente da câmara do Marco. É assim que deve ser, quando nós respeitamos o nosso povo, fazemos o nosso trabalho e prestamos contas do nosso trabalho", foi desta forma que o socialista Pedro Nuno Santos, empunhando a revista "O Meu Marco" respondeu às críticas da coligação PSD/CDS que havia acusado o ministro e a presidente de câmara de "violação da lei eleitoral às custas do dinheiro público".

A candidata da coligação PSD/CDS, Maria Amélia Ferreira, chegou a dirigir uma carta aberta a Pedro Nuno Santos perguntando-lhe se se demarcava da "despudorada e ilegal vergonha" da última edição da revista municipal do Marco de Canaveses, na qual o ministro das Infraestruturas e da Habitação surge ao lado da candidata do PS na foto de capa da publicação. O tema de primeira página da revista que saiu no início do mês é a assinatura do financiamento do governo à estratégia local de habitação.

Cristina Vieira, recandidata à Câmara e diretora da revista, afirmou que o tema "puxado" à capa da revista municipal é plenamente justificado e "merecedor de primeira página em jornal local e nacional", justificou.

"Para quem não fez nada estão muito reivindicativos"

Pedro Nuno Santos empunhou revista polémica em comício no Marco de Canaveses

Foto: António Orlando/JN

Considerando que a "competente, aguerrida, determinada ...e bonita também Cristina Vieira [elogio que provocou risos e palmas da plateia e cor rosada na cara da candidata], está a liderar uma revolução no Marco de Canaveses", Pedro Nuno Santos, citou depois alguns itens das notícias publicadas na polémica revista - repavimentação, requalificação das vias de comunicação, investimento na educação, água e saneamento e cultura. Assuntos que a candidata PS, minutos antes, havia esmiuçado com números do investimento realizado ao longo do mandato, "maior que os 12 anos de governação PSD", atirou Cristina Vieira.

As contas da socialista embalaram o discurso de Pedro Nuno Santos inferindo que "aquilo que se tem conseguido em quatro anos envergonha quem esteve no passado, mas enche de orgulho o povo" do Marco de Canaveses. "E as prioridades que a Cristina escolheu também nos distinguem deles", tratou de sublinhar.

"Podemos falar de habitação com orgulho", prosseguiu "o ilustre" socialista empunhando a revista "O Meu Marco" para gáudio da plateia que, seguindo as normas da DGS, encheu o Emergente Centro Cultural. A chuva vespertina havia inviabilizado o comício previsto para uma praça da cidade.

"O IC35 vai mesmo ser uma realidade e quem o vai inaugurar somos nós e a Cristina"

Pedro Nuno Santos empunhou revista polémica em comício no Marco de Canaveses

Foto: António Orlando/JN

"Por mais que custe ao PSD/CDS não é só na habitação que estamos a trabalhar com a câmara: IC35 já devia estar concluído, dizem eles; sim senhor mas há muitos anos, desde logo quando eles foram poder, cá e lá em baixo. O IC35 vai mesmo ser uma realidade e quem o vai inaugurar somos nós e a Cristina", garantiu Pedro Nuno Santos.

Fazendo jus à sua imagem de político combativo e provocador, Pedro Nuno Santos insistiu no ataque à coligação de direita: "por mais que lhes doa vão ter que ouvir e assistir também à inauguração do viaduto que liga a avenida dos Bombeiros à variante da EN211 e a ligação de Quintã a Mesquinhata; à eletrificação da linha do Douro até ao Marco já assistiram, mas vão assistir também até ao Peso da Régua e depois até ao Pocinho".

Concluindo a jornada de apoio à candidata marcuense do PS, Pedro Nuno Santos afirmou, ainda, que não estão a dar nada ao Marco, a Baião. "Estamos a fazer justiça ao povo que trabalha", algo que "não tem paralelo na história desta região e do país", segundo aquele "ilustre" socialista. "O que nos distingue deles é o respeito pelo povo todo, que é a mesma maneira que a Cristina trata todas as freguesias do Marco", disse.

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