O Mundo

das Mulheres

São cada vez mais nos negócios, na política ou na universidade. Mas o caminho a percorrer no feminino é ainda demasiado longo. Conciliar a carreira e a maternidade com o preconceito num Mundo dominado por homens é uma missão ainda impossível em muitos lugares do planeta. Sobretudo quando em alguns países as mulheres ganham um décimo dos homens por um trabalho igual. Ou quando são as mais escravizadas. Ou abusadas física e psicologicamente em nome da tradição ou da religião.

 

Fazemos uma viagem por vários continentes, através de retratos e alguns dos números que retratam a situação das mulheres no Mundo

foto Alfredo Leite/JN
Nouakchott, Mauritânia

150 mil pessoas vivem escravizadas na Mauritânia, na sua maioria mulheres e crianças. O país lidera o índice das nações onde a moderna escravatura não é praticamente combatida.

foto Alfredo Leite/JN

Addis Abeba, Etiópia

Na Etiópia, 41% das raparigas casam ainda menores. No Mundo, uma em cada nove mulheres casa aos 15 anos de idade.

foto Alfredo Leite/JN

Buenos Aires, Argentina

60 mil mulheres na Argentina sofrem de violência física ou psicológica durante um ano no seio da família. Em todo o Mundo, uma em cada três mulheres já foi vítima de algum tipo de violência.

foto Alfredo Leite/JN
Luanda, Angola

54% dos adultos que vivem com HIV em Angola são mulheres. Na África subsariana, o valor das jovens mulheres que vivem com a doença sobe para 72%.

foto Alfredo Leite/JN
Londres, Reino Unido

30% das mulheres do Reino Unido, no total de 6,9 milhões de pessoas, pratica desporto pelo menos uma vez por semana contra pouco mais de 40% de homens.

foto Alfredo Leite/JN
Nova Iorque, Estados Unidos da América

57% das adolescentes que engravidam nos EUA dão à luz, enquanto 16% das grávidas perde o feto e 27% optam por aborto induzido. A taxa de natalidade na América do Norte é a mais alta do Mundo desenvolvido.

foto Alfredo Leite/JN
Bredjing, Tchad

Há no Mundo 43 milhões de refugiados ou deslocados devido a conflitos ou catástrofes naturais. Metade desse número é constituído por mulheres.

foto Alfredo Leite/JN
Bombaím, Índia

Na Índia, o número de crimes de violação de mulheres nos últimos 40 anos subiu 900%. Os violadores não só são estranhos. Familiares e agentes do Estado também são agressores.

foto Alfredo Leite/JN
Pyongyang,Coreia do Norte

80% dos perto de 300 mil norte-coreanos que fugiram para a China são mulheres. Na Coreia do Norte, 33% da população de 22,7 milhões de pessoas sofre de subnutrição.

foto Alfredo Leite/JN
Srimangal, Bangladesh

No Bangladesh, 77% das mulheres recebe cerca de cinco euros mensais pelo seu trabalho. O salário/mês de 28% dos homens ronda os 48 euros.

foto Alfredo Leite/JN
Tóquio, Japão

Há 3,4 milhões de mulheres no Japão que estão aptas a trabalhar, apesar de não estarem no mercado laboral. Se estivessem empregadas, o PIB do Japão poderia aumentar 1,5%.

foto Alfredo Leite/JN
Vila Verde, Portugal

68,3% da população que vive só em Portugal é constituída por mulheres. A percentagem das que vivem sem mais ninguém cresce para os 77,1% na faixa etária acima dos 65 anos.

foto Alfredo Leite/JN
Narsaq, Gronelândia

39% das mulheres acima dos 15 anos residentes na Gronelândia fuma. Estima-se que o tabaco mate anualmente em todo o Mundo cinco milhões de pessoas.

foto Alfredo Leite/JN
Mosul, Iraque

19,2% das mulheres considera que não há igualdade entre sexos no Iraque porque a lei não lhes confere os mesmos direitos que aos homens. 13,1% acha que a desigualdade se deve à má interpretação da religião.

foto Alfredo Leite/JN
Xangai, China

200 milhões de nascimentos terão sido evitados desde 1979 com a política do “filho único” imposta na China. Como consequência, disparou o número de abortos e o infanticídio feminino.

Fontes

Global Slavery Index; Divisão de Estatística das Nações Unidas; ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados);
Liberty in North Korea; INE (Instituto Nacional de Estatística); OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico);
Active People Survey 7; Fundación Avon; ONU Mulheres; International Center for Research on Women;
National Crime Records Bureau, India; Organização Mundial da Saúde; The Lancet; CIA The World Factbook; UNAMI; UNICEF;