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Amazon culpa redes sociais por não conseguir remover avaliações falsas

Amazon culpa redes sociais por não conseguir remover avaliações falsas

A Amazon culpou as empresas de redes sociais por não conseguir remover as avaliações falsas do seu site, argumentando que os malfeitores recorrem àquelas plataformas para comprar e vender comentários falsos fora do alcance da sua própria tecnologia.

A empresa de tecnologia norte-americana afirma que removeu mais de 200 milhões de avaliações suspeitas de serem falsas antes de serem vistas pelos clientes somente em 2020, mas mesmo assim tem enfrentado críticas contínuas pela enorme quantidade de avaliações falsas e enganosas que chegam à sua loja, conta o jornal britânico "The Guardian".

Este ano, uma investigação da empresa britânica Which?, que testa produtos e promove a escolha informada do consumidor, descobriu empresas que afirmam ser capazes de garantir o estatuto de "Escolha da Amazon" nos produtos - um selo de qualidade atribuído por algoritmos que pode colocar os produtos no topo dos resultados de pesquisa - dentro de duas semanas e outras alegando ter centenas de milhares de revisores.

A Amazon diz que a culpa deve recair sobre as empresas de redes sociais, acusando-as de demorarem a agir quando são alertadas de que avaliações falsas estão a ser solicitadas nas suas plataformas.

"Nos primeiros três meses de 2020, reportámos mais de 300 grupos para empresas de redes sociais, que levaram um tempo médio de 45 dias para impedir que esses grupos usassem os seus serviços para perpetrar abusos", podia ler-se numa publicação não assinada do blogue da Amazon. "Nos primeiros três meses de 2021, reportamos mais de 1000 desses grupos, com os serviços das redes sociais a levar um tempo médio de cinco dias para removê-los".

"Embora reconheçamos que algumas empresas de redes sociais se tornaram muito mais rápidas a responder, para resolver esse problema em escala é imperativo que as empresas de redes sociais invistam adequadamente em controlos proativos para detetar e remover avaliações falsas antes de lhes relatarmos o problema", acrescenta a publicação.

A Amazon não referiu nenhuma rede social em específico, mas o Facebook tem sido repetidamente criticado por não conseguir reprimir essas práticas. Em janeiro de 2020, a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido garantiu um acordo do Facebook para "melhor identificar, investigar e remover grupos e outras páginas em que avaliações falsas e enganosas estavam a ser negociadas e evitar que reapareçam". No entanto, uma investigação de acompanhamento este ano forçou a autoridade a intervir uma segunda vez.

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"Depois de intervirmos novamente, a empresa fez mudanças significativas, mas é dececionante que eles tenham levado mais de um ano para consertar esses problemas", disse Andrea Coscelli, presidente-executivo da entidade reguladora, em abril.

"Atividades fraudulentas e enganosas não são permitidas nas nossas plataformas, incluindo a oferta ou negociação de avaliações falsas. As nossas equipas de proteção e segurança trabalham continuamente para ajudar a prevenir essas práticas", reagiu na altura um porta-voz do Facebook.

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