Powerzada

Empresa do Porto quer ter a primeira rede de aluguer de powerbanks do país

César Castro

Além da Powerzada, Gonçalo Marques é também fundador da Shoevenir|

 foto Powerzada

Empresa do Porto quer ter a primeira rede de aluguer de powerbanks do país|

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Uma empresa do Porto, a Powerzada, quer ter a primeira rede de aluguer de powerbanks do país. Para isso, está a reunir um conjunto de parceiros que terá dentro do seu estabelecimento uma estação de carregamento de baterias portáteis.

Os utilizadores do serviço só têm de descarregar a aplicação, fazer scan do QR Code na estação, pegar numa powerbank e usufruir de um carregamento. No fim da utilização, a bateria pode ser devolvida em qualquer ponto da rede.

"Da mesma forma que hoje em dia dá para alugar uma trotineta ou bicicleta, aqui o mecanismo é exatamente o mesmo. A Powerzada é um sistema de aluguer de powerbanks através de uma aplicação", começa por adiantar ao JN Gonçalo Marques.

A ideia partiu do jovem de 26 anos quando se mudou para Shanghai, em 2019 e onde viveu por seis meses, por motivos profissionais e junta outros dois sócios.

"Isto é uma realidade lá. É banalíssimo um veterinário ou um cabeleireiro, por exemplo, ter uma estação. Eu fiquei fascinado e usava com regularidade porque, no fundo, nós, na China, sem telefone, não somos ninguém. Quando voltei para Portugal, no final de 2019, considerei que havia potencial para lançar uma rede em Portugal", acrescenta.

Por cá, o serviço começou a ser lançado no final de agosto e, neste momento, conta com cerca de 20 estações ativas entre Porto, Leça da Palmeira e Póvoa de Varzim. Entre os parceiros estão, por exemplo, a Casa Guedes, o Guilty by Olivier, o Hospital de São João, entre outros.

"Neste momento, temos cerca de 200 utilizadores e dezenas de alugueres. No entanto, precisamos de uma base maior. Só agora estamos a dar a conhecer o projeto ao público porque não queríamos estar a prometer uma mobilidade que ainda não existia, quando tínhamos apenas cinco ou dez estações", esclarece Gonçalo.

Após descarregar a aplicação, o utilizador tem de se registar e adicionar um método de pagamento e, no momento do aluguer, é captada uma caução de cerca de 15 euros. "Eu inicio o aluguer, a aplicação cativa-me 15 euros. Se eu gastar um euro de aluguer, eu devolvo 14. É assim que funciona." Já quanto à bateria, se não for devolvida em 72 horas, é considerada comprada pelo utilizador pelo preço de 15 euros.

"O momento em que mais precisamos de alugar uma powerbank é quando temos 0% de bateria e nós também teremos soluções para essas situações. Nas estações, há cabos para carregar o telefone que vão permitir que as pessoas tenham bateria até terem acesso à aplicação", assegura.

O objetivo a longo prazo é ter uma rede que cubra todo o território nacional. "Numa fase inicial, queremos estar no Porto e, depois, em Lisboa". Ainda assim, Gonçalo sabe que há dores que vêm com o crescimento.

"É sempre um processo longo, de negociação com os parceiros, de instalação de estações ou de angariação de clientes. Há que ter cautela. No caso dos restaurantes, por exemplo, eles têm um horário de abertura e fecho, mas também queremos que [o projeto] esteja em sítios que estão abertos 24 horas, como estações de metro, lojas de conveniência ou de serviço", adianta.

Licenciado em Gestão pela Universidade Católica, Gonçalo especializou-se em Digital Business com Pós-Graduação da Porto Business School. Além da Powerzada, Gonçalo é também um dos fundadores da Shoevenir, uma startup portuguesa de calçado incubada na UPTEC - Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto.