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Anonymous promove descarregamento ilegal de discos e filmes

Anonymous promove descarregamento ilegal de discos e filmes

O debate sobre as leis anti-pirataria nos Estados Unidos e o encerramento do site Megaupload.com levaram os activistas do movimento Anonymous a organizar várias campanhas, uma delas o descarregamento ilegal de discos e filmes da editora Sony.

Uma conta na rede social Twitter, @Anon_Central, foi o meio usado pelo movimento para difundir uma lista com ligações que permitem fazer o "download" das discografias dos artistas que editam pela Sony, bem como os filmes estreados pela etiqueta entre 2000 e 2011.

Outra das campanhas levadas a cabo pelos activistas do Anonymous é a "Black March" ("Março Negro"), que incita os internautas a "cortar as margens de lucro" da industria cultural, boicotando naquele mês o consumo deste tipo de conteúdos.

Não fazer descarregamento de músicas (de forma legal ou ilegal), não ir ao cinema, não comprar videojogos ou não adquirir revistas e livros são algumas das propostas da página black-march.com.

Naquela página da Internet é possível ainda visualizar um gráfico que mostra como o apoio dos membros do congresso norte-americano às leis de antipirataria SOPA e PIPA diminui após os protestos realizados na internet no dia 18.

O movimento pediu aos mais de 371 mil seguidores da conta @Anon_Central no Twitter, que digam qual a próxima página da Internet que gostariam que fosse atacada.

Com tantas iniciativas e meios para as difundir, alguns internautas desconfiam da "legitimidade" destas campanhas e se serão levadas a cabo pelo movimento Anonymous.

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A conta do Twitter @Anon_Central refere que o movimento "está descentralizado". "O que significa que não temos líder: tu és o teu líder", refere.

A justiça norte-americana ordenou na quinta-feira o encerramento do Megaupload.com, uma das mais importantes plataformas de partilha de arquivos na Internet, acusada de violação dos direitos de autor.

O Megaupload.com ficou inacessível desde quinta-feira à tarde nos Estados Unidos e 18 outras páginas filiadas foram encerradas pela justiça norte-americana, que apreendeu 50 milhões de dólares das contas da sociedade, com sede em Hong Kong, e processou sete dos seus responsáveis.

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