Segurança

Câmaras inteligentes foram pirateadas e usadas para ameaças e insultos

Câmaras inteligentes foram pirateadas e usadas para ameaças e insultos

Dezenas de pessoas estão a juntar-se numa ação judicial coletiva, nos EUA, para processar a empresa de produtos de segurança Ring, da Amazon, por terem sofrido ameaças de morte e injúrias com motivação racial, após instalarem em casa as suas câmaras inteligentes, entretanto hackeadas.

A empresa está a ser processada por invasão de privacidade e "terror", por negligenciar as medidas de segurança das suas câmaras inteligentes - instaladas nas campainhas à porta ou dentro de casa -, que têm sido invadidas por hackers.

A ação coletiva vem agora juntar uma série de casos abertos nos últimos anos contra a empresa propriedade do gigante do comércio eletrónico Amazon. Reúne queixas de mais de 30 pessoas de 15 famílias que "afirmam que os seus dispositivos foram hackeados e usados para as perturbar, diz o correspondente do jornal "The Guardian" em São Francisco, nos EUA.

Os autores do processo alegam que, em resposta aos ataques, a Ring "culpou as vítimas" por não usarem passwords fortes e "ofereceu respostas e explicações inadequadas". Acusam a empresa de não ter atualizado adequadamente os sistemas de segurança dos equipamentos após a intrusão e recordam que a própria Ring foi hackeada em 2019, pelo que as credenciais roubadas nesse momento podem ter sido usadas para entrar nas câmaras dos clientes.

Especialistas em segurança e privacidade também criticaram a resposta da Ring.

O processo permite cobrir todos os clientes da Ring que tenham sido hackeados, assim como os milhares que compraram as campainhas da Ring entre 2015 e 2019, mesmo que não tenham sido pirateadas, avança o jornal.

"Imagino que haja muito mais pessoas que foram hackeadas. Esta é provavelmente apenas a ponta do iceberg", disse Hassan Zavareei, o principal advogado do caso.

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No processo aparecem descritos exemplos de piratas informáticos a tomarem o controlo das câmaras Ring remotamente e a gritarem para dentro das casas obscenidades, a exigirem resgates, a fazerem ameaças de morte e de agressão sexual e até a abordarem crianças e a passarem músicas de filmes de terror para assustar os habitantes.

Os hackers nunca chegaram a ser identificados às vítimas pela empresa.

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