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Davos, Trump e o Facebook

O multimilionário George Soros aproveitou um encontro com jornalistas, no âmbito do Fórum Económico Mundial, em Davos, para denunciar o que diz ser "um pacto de ajuda informal" entre o Facebook e Donald Trump, que vai a eleições no final do ano.

De acordo com Soros, o acordo prevê que o "Facebook trabalhe para eleger Trump e este para proteger o Facebook". E as críticas à maior rede social não se ficam por aqui. Segundo defende, a empresa de Zuckerberg visa "apenas um princípio, o de maximizar o seu lucro, independentemente do que isso possa causar ao mundo".

A verdade é que o Facebook ainda não conseguiu eliminar a nuvem de dúvidas que se abateram no rescaldo das últimas eleições nos EUA, na votação que deu a vitória ao Brexit ou até no referendo para a independência na Catalunha. O fantasma da Rússia e da Cambridge Analytica ainda não foi exorcizado.

Sem nunca admitir qualquer ingerência externa, foi o próprio Andrew Bosworth, responsável pela realidade aumentada do Facebook, a admitir que já em 2016 a rede tinha ajudado na eleição de Trump. "Fez a melhor campanha de publicidade digital já vista", assegurou.

Ainda há poucas semanas, o Facebook, confirmou que não vai limitar a publicidade política na rede mesmo que seja mentira, atirando, no fundo, a responsabilidade para os utilizadores.

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