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Facebook endurece algoritmo para reprimir discurso de ódio contra minorias

Facebook endurece algoritmo para reprimir discurso de ódio contra minorias

O Facebook está a alterar o algoritmo para reprimir mais severamente o discurso de ódio contra as minorias, um flagelo pelo qual aquela rede social é constantemente criticada.

Esta alteração da perceção digital do Facebook em relação ao discurso de ódio contrasta com a política que gigante tecnológica norte-americana costuma ter em prática, que não faz distinção entre géneros ou etnias.

Contudo, o "discurso de ódio dirigido a grupos sub-representados pode ser o mais perigoso" dentro da rede social, esclareceu à agência France-Presse (AFP) um porta-voz da plataforma.

"Por isso é que modificámos a nossa tecnologia para se focar nas palavras que os utilizados e especialistas dizem que são as mais sérias", ou seja, as que visam desumanizar ou desprezar uma determinada categoria de pessoas, adiantou a mesma fonte.

A rede social cofundada por Mark Zuckerberg também atualizou as práticas para monitorização da expressão implícita de discurso de ódio.

O Twitter, que tem uma política de combate a conteúdo abusivo e prejudicial, está a seguir um caminho semelhante e anunciou na quarta-feira que vai proibir quaisquer publicações que tenham o intuito de desumanizar.

A rede social, que é atualmente um dos principais canais de difusão de mensagens para políticos e instituições, como, por exemplo, o Presidente cessante dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende remover a associação de palavras como "podridão", "parasita" ou "barata" a diferentes etnias e crenças.

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